2008/04/14

barreiras / pontos fortes / oportunidades / ameaças

Estava a umas dezenas de Km quando se deram as «3as. Conversas Unicer» em que foi debatida a «Blogosfera, um problema para as empresas ou um novo universo para as relações públicas?"

Apesar de não ter ido, tenho a sorte de viver numa altura em que me é possível recolher testemunhos do que por lá se passou (i.e. 0, 1, 2, 3, 4) bem como de encontrar o video das conversas disponíveis no local do evento (virtual, claro).

Com um painel de peso, não conhecia o orador principal (embora subscreva as TEDtalks), conheço e acompanho 3 deles: os autores dos 2 primeiros livros sobre blogs em Portugal e a responsável da plataforma de blogs da Sapo, com quem tive a oportunidade de conversar, pela única vez, durante a pausa para almoço, de um encontro de blogs que decorreu em 2006.

Penso que vem muito a propósito relembrar uma apresentação que fizémos nessa altura sobre as barreiras, os pontos fortes, as oportunidades e as ameaças dos blogs organizacionais (Blog SWOT Organizacional: artigo completo, slides da apresentação, quadro resumo das barreiras, pontos fortes, oportunidades e ameaças à utilização de blogs organizacionais).

A tal inevitabilidade dos blogs com que se rematava, ainda teria que esperar mais de ano e meio para se ver discutida no meio, não dos interessados por blogs, mas no seio das empresas que já usam Blogs para alimentar o seu fluxo comunicacional.

É bom ver que o enfoque mudou das abordagens e recomendações teóricas para começar a entrar na sua fase experimental em contexto organizacional e, com ela, a possibilidade de assistir às reais questões colocadas no contexto português à medida que se for generalizando a utilização de blogs organizacionais. Este sim, é o verdadeiro ponto de viragem local que permitirá a recolha de dados que elucidem as verdadeiras e reais questões que as empresas irão colocar(-se)/confrontar(-se).


2008/04/10

Indicadores para o pulsar digital

Encontra-se disponível a lista dos ranking 2007-2008 do "Global Information Technology Report", pelo World Economic Forum e INSEAD (acesso aos resumos e listagens dos rankings de anos anteriores e possibilidade de utilizar ferramenta de análise dos dados acumulados):
"(...) drawing upon several key indicators of the economy and technology readiness in a country. The Networked Readiness Index, a comparative and benchmarking framework that is the highlight of the GITR project, was developed at INSEAD in order to capture the state of the technology readiness in the 127 countries worldwide."
Outro dos relatórios anuais que vou acompanhando é o «e-readiness» pelo Economist e IBM (disponíveis na integra os relatórios de 2002, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007 e 2008):
"A country’s "e–readiness" is a measure of its e–business environment, a collection of factors that indicate how amenable a market is to Internet–based opportunities. Increasingly, it is also about how individuals and businesses consume digital goods and services."
Específico para o pulsar mundial da «Sociedade da Informação», encontra-se o "World Information Society report" de 2006 e 2007, cujos indicadores foram desenvolvidos e aperfeiçoados na sequência do World Summit of the Information Society (WSIS), em 2003. A grande diferença em relação a outros índices foi a introdução de ponderações na agregação de indicadores e a constatação da existências diferentes padrões de acesso à «sociedade da informação», em concreto no que diz respeito aos acessos por vias móveis, tais como redes wireless, telemóveis 3G, PDA, etc.


from: ITU (Junho, 2005). Measuring Digital Opportunity [DOI], p.5


Deixo aqui a estrutura do Digital Opportunity Index (DOI), em traços largos e para quem não estiver interessado em ler os detalhes existentes também nos relatórios:

Digital Opportunity Index (DOI) structure - categorias e indicadores
from: ITU (2006) World Information Society Report: executive summary, p.8 [available online - www.itu.int/osg/spu/publications/worldinformationsociety/...]

Por Portugal, e para indicadores mais específicos sobre a realidade portuguesa, vou-me alimentando do Observatório para a Sociedade da Informação e do Conhecimento (anteriormente seguia a UMIC e o INE), que vai disponibilizando diversos dados (empresas, governo e famílias) e também o seu relatório anual "A Sociedade da Informação em Portugal".


2008/04/09

Bloggers em Portugal , literacia e desafios na «sociedade da informação»

Na recente Newsletter n. 33 da Obercom, fiquei a saber que acabou de ser publicado um estudo realizado em Portugal para tentar descobrir quantos eram os bloggers (peço desculpa, mas recuso-me a utilizar a palavra «bloguers») em Portugal.

Pena só agora esta informação ser divulgada, com dados que se reportam a 2006. Como se pode facilmente perceber, e após o grande crescimento registado em 2007, estes elementos já pouca utilidade trazem a quem pretende utilizar os dados. Na história dos blogs, reflectem uma realidade distante. Um dos problemas com que nos deparamos nos estudos das «novas tecnologias», é que elas deixam de ser «novas» muito rapidamente.

Uma vez que a abordagem escolhida tomou os blogs como ferramentas, a realidade de 2006 está já muito distante da que temos hoje (simplificação das ferramentas, entrada de novos players no mercado português, disponibilização de interfaces linguisticos, integração com outras ferramentas publicação, etc). As próprias utilizações dadas aos blogs, são mais variadas dos que as que estão descritas do estudo. Nnão encontrei em nenhum local do relatório a referência aos blogs colaborativos. Em 2006 já muitos casos existiam (no sector da educação abundavam exemplos de utilização em diversos níveis educativos). Pena esta questão não ter sido antecipada para o questionário. É diferente eu responder que mantenho 6 blogs, ou que tenho 2 blogs e que participo/colaboro em 4. Outra situação pode ser a de quem respondeu que não tinha nenhum blog mas que colaborava nalgum.

Quanto à «blogosfera» não consegui detectar indícios para que se pudesse chegar a alguma conclusão (voltarei a ler o relatório mais atentamente). Como se define e com que indicadores se caracteriza essa «esfera»? Nem sequer sei se é uma questão pertinente. Da mesma forma que posso escrever um livro ou apenas lê-los, e não ser pertinente se pertenço à «livroesfera» ou deixo de pertencer. Parece-me mais relevante e pelos dados apresentados é possível, retirar algumas conclusões quanto a questões de literacia para a «sociedade da informação».

Como foi hoje e também diz respeito à «sociedade da informação», deixo aqui ficar o link para o estudo da APDSI, apresentado hoje de manhã, sobre "Os desafios da economia da informação» caracterizando o sector da informação, o mercado dos produtos e serviços, investimento, emprego, produtividade e distribuição do rendimento [se a aplicação de leitura para o documento não for detectada automaticamente pelo vosso sistema, escolham abrir em acrobat reader, PDF].

2008/04/01

Portabilidade... ou talvez não

Uma das coisas que cedo me fascinou na leitura de blogs, foi a possibilidade de descobrir soluções engenhosas para problemas que tinha (e para outros que ainda não tinha colocado, antecipando-os).

Como estou deslocado do meu local habitual de trabalho e com acesso à net dependente de uma deslocação até ao único local (walking distance) com acesso wi-fi, por aqui (um dromedário com wi-fi), após visita ao correio (Yaiks!), uma breve consulta às minhas feeds para ver os últimos artigos publicados na minha área e blogs interessantes (prt.sc, claro ;) , eis que encontro a engenhosa ideia divulgada pelo Nuno Saraiva (O mundo numa pen / My Geek Army Knife). Após ter adicionado aos meus del.icio.us como ferramenta útil, dou comigo a pensar que ainda não é desta!

Pois é, um dos primeiros problemas que tive quando pela primeira vez precisei de utilizar um computador por estas bandas, foi, nem mais nem menos, encontrar as portas USB fechadas (as in, not there!). Segundo me foram informando, as portas USB são bloqueadas para impedir, a instalação de Software.

E para os que pensam que isto é uma bizarrice de quem se encontra no local da mítica Escola de Sagres, posso dizer-vos que as práticas de fechar as portas de USB se encontram a vigorar em grandes organizações. Uma das organizações com essas práticas é o Millennium BCP.

Ou seja, quando finalmente pensamos que foi desta que resolvemos um problema (muito real) de portabilidade, neste caso do «ambiente do nosso computador», logo começamos a pensar que é apenas mais uma backup (incomplete) solution.

De qualquer forma, vou ser uma das que também vai personalizar (thanks, anónimo!) a sua própria army knife (let alone de geek ;)

2008/03/12

Mobilidade e Estabilidade

O que à partida pode parecer um paradoxo (mobilidade / estabilidade) tem-me merecido algum (muito) tempo. A mobilidade que nos é requerida, quanto mais não seja pelo facto de comutarmos todos os dias de/e para o local de trabalho, assenta nalguns pressupostos de estabilidade, nomeadamente no local de partida para a comutação: home.

O nosso local de trabalho pode ser mais ou menos estável, a nossa organização pode ser mais ou menos aversa à mudança, podemos estar perante fusões, aquisições ou OPAs, mas no final de mais um dia de trabalho, voltamos para um local construído e moldado ao longo do tempo em função das nossas necessidades.

Dado que as fronteiras entre trabalho e vida privada são cada vez mais fluídas, algum grau de estabilidade acaba por se tornar importante para que a nossa mobilidade não seja comprometida.

Se pensarmos em termos de PIM (Personal Information Management) ou, como outros preferem, o simples facto de GTD (Getting Things Done), e apesar de podermos recriar o nosso próprio escritório móvel, não é possível mover toda a nossa informação, todo o tempo, em qualquer lugar connosco, pelo simples facto de co-existirem artefactos de informação físicos e digitais, ou seja, ambientes de informação híbridos.

Para além dos arquivos de informação relacionada com o trabalho que desenvolvemos, pouca antenção é dada à informação criada/acumulada/arquivada nas nossas casas (Kalms, 2008). Como exemplo, os arquivos individuais que somos obrigados legalmente a manter por questões fiscais, ou aqueles que nos podem causar danos (maiores ou menores) na sua ausência, tais como contas esquecidas por pagar que podem levar ao cancelamento de um serviço.

As nossas casas acabam por se tornar em importantes arquivos que não raras vezes albergam também os backups de material de trabalho, sobretudo para quem lida com grandes volumes de informação para obter o resultado do seu trabalho.

A equação poderia ser mais simples, não fossem as práticas e os comportamentos de informação de cada individuo tão dispares, bem como os próprios artefactos de que cada um se vai munindo e que tornam um estudo desta natureza mais complexo.

A própria fluidez que caracteriza a informação no contexto actual, acaba por encontrar barreiras nos espaços de transição que caracterizam a mobilidade dos sujeitos. A interoperabilidade e a portabilidade, estão ainda muito dependentes dos suportes a que se encontra ligada a informação.

Algo aparentemente simples, como pedir por telefone que nos enviem a planta de uma casa que gostamos, acaba por redundar numa sucessão de passos time consuming. Segue relato telefónico de situação real:
- Gostei daquela última casa que me mostrou. Pode enviar-me a planta?
- Concerteza. Dá-me o seu número de Fax?
- No local em que estou não tenho fax. Pode enviar-me por email?
- Peço desculpa, mas a planta está em papel e não tenho um scanner para lhe poder enviar.
- Hmm... Já lhe volto a ligar. Vou pedir a um amigo que tenha fax para me dar o número.
Após ter ligado a um amigo e ter pedido o número de fax dele, volto a ligar para a agência, dou o número e fico à espera que o dito fax seja recepcionado pelo meu amigo, que por sua vez o digitalizou e me enviou para a minha caixa de correio. Simples, não?

Estando atentos, verificamos que o nosso quotidiano está recheado destas situações. O exemplo que dei pode ser considerado como pessoal (sou eu que estou à procura de casa) mas é também uma situação profissional (a agência que me vai vender a casa) e que serve também para ilustrar que não se trata de uma situação de interesse pessoal (consumidor) mas também empresarial (mercado).

Não pretendo com isto julgar a empresa em causa, mas apenas lançar o repto para mais situações quotidianas, em que a tal fluidez da informação, ou se preferirem a tal informação «anywhere, anytime, any how» tão apregoada, oferece ainda muito espaço de investigação.

Outras situações? Comentários?

Caso não sejam anónimas(os), terei todo o gosto em incluir os nomes dos autores dessas situações no trabalho que irei apresentar dentro de um mês.


2008/03/05

First Monday dedicada à Web2.0

Zimmer, M. (2008). Critical Perspectives on Web 2.0. First Monday, vol. 13(3), editorial:

"Web 2.0 represents a blurring of the boundaries between Web users and producers, consumption and participation, authority and amateurism, play and work, data and the network, reality and virtuality. The rhetoric surrounding Web 2.0 infrastructures presents certain cultural claims about media, identity, and technology. It suggests that everyone can and should use new Internet technologies to organize and share information, to interact within communities, and to express oneself. It promises to empower creativity, to democratize media production, and to celebrate the individual while also relishing the power of collaboration and social networks.

But Web 2.0 also embodies a set of unintended consequences, including the increased flow of personal information across networks, the diffusion of one’s identity across fractured spaces, the emergence of powerful tools for peer surveillance, the exploitation of free labor for commercial gain, and the fear of increased corporatization of online social and collaborative spaces and outputs."

2008/03/04

50 razões para não mudar

Mais do que cultura organizacional, as crenças (leia-se, resistências) com que nos deparamos ao nível individual, dentro (e fora) das organizações, são notórias nesta colecção de expressões comuns que se ouvem com demasiada frequência nas organizações. Quando o quadro estiver disponível em cartaz, serei a primeira a afixá-lo na porta do meu próximo gabinete. [via Jack Vinson]

2008/01/02

ter conhecimento vs passar pelas situações

Relendo uma sintese de Outubro de Anne Zelenka ("From The Information Age To The Connected Age"), onde apresenta uma tabela com as principais diferenças entre knowledge work versus web work, ajuda-me a perceber o impacto pessoal das transições que ocorreram desde Agosto de 2007 até agora nos pressupostos em que assentava a minha forma de trabalho:
  • nos vários espaços do meu quotidiano, o acesso à internet era um dado adquirido: no local de trabalho, em casa ou em deslocações o acesso estava sempre presente. Pela imersão continuada nesses espaços, a internet tornou-se invisível e parte de uma infraestrutura em que passaram a desenvolver-se as minhas práticas e os meus comportamentos de trabalho
Devido a diversas variáveis, que escapam à minha capacidade de as resolver, encontro-me privada do acesso a uma infraestrutura determinante para o desenvolvimento do meu trabalho e por causa de as estar a viver, desde os últimos 5 meses, apercebo-me agora das consequências reais que se podem colocar a quem não tem/não pode/ou se encontra impedido de aceder à net.

Uma das variáveis que nunca tinha identificado é a importância da existência de um espaço estável (por oposição a espaços ad hoc) onde a nossa informação de trabalho possa estar disponível:
  • anteriormente, e dado que dispunha de um espaço de trabalho organizacional estável a par do meu espaço de trabalho em casa, bem como a possibilidade de complementar os acessos em situações de mobilidade com o meu N80, podia trabalhar em qualquer instante das 24 horas de qualquer dia da semana. Tal prática torna-se agora um verdadeiro desafio, nomeadamente no que toca a manter os contactos com comunidades profissionais e redes de contactos. A tal ponto que mesmo a simples verificação de mensagem de email se tornaram esporádicas.
No desenho dos trabalhos que permitem compreender a info-exclusão, nunca vi contemplados os casos em que as pessoas tinham práticas de acesso e de trabalho intensivo como web workers mas que devido a circunstâncias e variáveis externas acabam por se ver excluídas dessa capacidade de trabalho (i.e. mudanças organizacionais, rupturas conjugais, perda de poder económico, ausência de espaço de trabalho estável, furto de artefactos de informação, insegurança, entre outros).

Apenas este apontamento, enquanto vou procurando estratégias que me permitam ultrapassar e/ou contornar as limitações com que me encontro ainda. Novas formas de trabalho que passam por reformular a minha gestão pessoal de informação (Personal Information Management, PIM) de forma a poder fazer o trabalho que tenho em mãos (Getting Things Done, GTD).


2007/12/31

construir cada momento

Um ano que chega ao final, outro que se aproxima com o bater das badaladas e que será o que cada um escolher fazer dele. A cada dia, com cada decisão, vamos construindo a nossa história sem que ela possa ser refeita. Uns escolherão gastar as suas energias em processos destrutivos, enquanto outros concentrarão energias para construir. Faço votos que os que canalizam os esforços em processos criativos superem largamente os restantes.

Que cada dia de 2008 possa ajudar a concretizar aquilo em que acreditam e que ajude todos aqueles que ainda não sabem viver em paz.

boas festas

2007/12/04

Citizen-centric eGov

Para nos ajudar a implementar estratégias públicas centradas no cidadão, que permitam Portugal aparecer nos próximos exemplos como Citizen-centric eGovernment (e vejam como lá estão as questões de acessibilidade, integração, interoperabilidade e partilha, tão importantes para o envolvimento e exercício da cidadania), cá fica a versão final de:
Trond Arne Undheim & Michael Blakemore (2007). A Handbook for Citizen-centric eGovernment. eGovernment unit, DG Information Society and Media, European Commission:

"We found that it is not enough just to implement organisational change. Change in itself will not guarantee delivering services that deliver public value. (...) To make real progress on transforming government services you should aim to positively transform the relationship between government and citizens." (p. 1)

"Let us also be clear – organisational change by itself will not necessarily deliver public value, nor will it deliver the full extent of public value that is needed by citizens. (...) Put simply, people matter more than the technologies, and the maxims that have emerged advise us to:
  • Work with citizens to build and maximise their trust (...);
  • Be very clear about the complex demands of emotional services such as health and social security (...);
  • Do not undertake organisational change simply to reduce bottom-line costs (...) [p. 32-33]

Caso não tenham tempo/possibilidade de ler tudo, não percam as Messages for Politicians and Policy Makers, Messages for those developing and delivering eGovernment services e Messages for citizens who will use eGovernment services (pp. 4-6).

2007/11/29

Prototyping the Future in Lisbon tem início hoje às 9:30, no Campus do INETI, no Paço do Lumiar (ver mapa):

"(...) a 2-day futuristic event organised by Open Futures and INETI in collaboration. The event will explore Future Centers as accelerators of open innovation and engines of the renewed Lisbon strategy.

(...) The initiative focuses on the core aspects of Living Labs by highlighting and fostering the social and user centric dimension of open innovation."
Hoje têm lugar os workshops e amanhã será a conferência onde irão estar presentes Leif Edvisson (ver publicações), Bror Salmelin (ver publicações), Terrence Fernando (ver publicações), Joaquina Barrulas (ver publicações), Carlos Zorrinho (ver publicações), entre outros. O programa completo, bem como o nome de todas as personalidades que vão estar no evento, encontra-se na página do projecto.

2007/11/26

reacções em cadeia

Tinha acabado de receber uma mensagem do Plazes informando que o ZédasCouves me tinha adicionado à sua lista dos trusted people. Segui o link para o blog dele (que conheço do prt.sc) e eis-me a fazer o teste de leitura do B2OB. Estas brincadeiras até fazem bem ao ego mas o que quer mesmo dizer é que este blog é «unreadable» ;-)

cash advance

2007/09/02

sand(wich)


sand(wich), originally uploaded by monicaA.

"Nenhuma preciosidade, por mais valiosa, é tão incontestavelmente bela que o hábito e a insensibilidade lhe não possam roubar o brilho do valor (...) Aquilo que se saboreia como um estranho convidado a ser hóspede permanece para sempre uma experiência valiosa e enobrece-nos." (Hesse,1904)

2007/07/13

Licenças CC para PDF

Uma ferramenta útil e de fácil instalação para se adicionarem licenças da Creative Commons (CC) a ficheiros PDF. Permite, no momento da impressão para PDF, optar por uma das várias licenças existentes, ficando esta visível no documento para a posteridade:
"It’s installed as a Windows printer and allows the user to select a license when they “print” a PDF of their document. The tool embeds license metadata in the document as XMP and provides an optional facility for “stamping” the document with visible CC license information — either as a small image in the header or footer, or as a full-page deed appended to the document."
Muito útil, por exemplo, para quem quer disponibilizar os seus artigos e, de forma inequívoca, declarar qual o tipo de licença a que o trabalho está sujeito.


2007/07/12

SL entusiastas por aqui?

A APDSI (Associação para a Promoção e o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) gostava de abrir uma delegação no Second Life (SL). Recebi uma mensagem em que referem que estão à procura de pessoas que ajudem à construção da presença da Associação em terras SL. Alguém que queira acrescentar a construção desta presença ao seu CV?

Pelo Vitorino Ramos, fiquei a saber que temos em Portugal (na Avenida do Brasil, em Lisboa) uma das empresas mais expressivas em contractos de arquitectura e construção de edifícios no SL: a Beta Technologies. O portfolio de trabalhos é impressionante! Ainda vão a tempo de os conhecer na PorTI2007, que termina hoje.

2007/07/10

Blogs proibidos

Blogues Proibidos (2007), escrito por Pedro Fonseca, fala de um outro lado dos blogs com implicações em diversas esferas da nossa sociedade (informática, justiça, educação, anonimato, entre outras). Neste livro, escrito pela mão de quem acompanha e conhece bem o fenómeno dos blogs em Portugal desde o seu início, são analisados 6 casos do panorama nacional dos blogs:
"Das acusações de plágio a Miguel Sousa Tavares à pirataria informática no blogue de Pacheco Pereira, de processos judiciais a jornalistas, professores ou aos inevitáveis autores anónimos, Blogues Proibidos mostra como a escrita em blogues deixou de ser um fenómeno amador e de audiência limitada. Com consequências bastante reais."

2007/07/08

Blogs para Governo 2.0

Não sei se quem tem o poder de anuir à integração de blogs dentro de organismos governamentais vai ler este relatório, mas como existem mais pessoas por aí a remar contra a maré (ou por outra, que vão falando para as paredes), pode ser que mais um relatório dê jeito (para além de servir para engrossar as referências bibliográficas sobre a temática). Para os que já sabem tudo o que há sobre blogs existe o sumário executivo. Para os que gostam da totalidade, aqui fica a referência completa para juntar às leituras de fim de semana:
David C. Wyld (2007), The Blogging Revolution: Government in the Age of Web 2.0, IBM: Center for the Business of Government.
Para os que têm interesse no vocabulário relacionado com blogs e web 2.0 (talvez seja útil para uma próxima versão do Glossário para a Sociedade da Informação), não percam o glossário nas pp. 71-75.

[via Jack Vinson]

2007/07/07

Porter fala do Cluster Mapping

... numa entrevista publicada na HBS Working Knowledge:
"The tool, called the Cluster Mapping Project, uses statistical techniques to profile the performance over time of regional economies in the U.S., with a special focus on clusters. Clusters are geographically concentrated groups of interconnected companies, universities, and related institutions that arise out of linkages or externalities across industries."
Existe uma versão com dados até 2000 que pode ser visitada por qualquer um, mediante registo no site. A versão mais completa, detalhada e actual, só poderá ser acedida sob pagamento (250$/ano). Apesar de os dados dizerem respeito só aos EUA é um trabalho que pode ser replicado com as devidas adaptações para outros contextos geográficos.


2007/07/06

Blogs nas Práticas de Suporte a Projectos

Desde o início deste blog que tenho vindo a defender a utilização de blogs para equipas de projecto. Mas a utilização de blogs como processo de apoio à divulgação e comunicação não se esgota no suporte aos elementos da equipa do projecto. A existência de um blog público, para ir dando conta dos desenvolvimentos do projecto, ajudando a criar o ambiente para a divulgação dos produtos finais dos projectos pelos públicos a que se destinam (e que tantas vezes acabam por não ser conhecidos atempadamente).

Um dos exemplos que tenho vindo a acompanhar diz respeito a um projecto EQUAL, o D3 - Digitalizar o 3º Sector. O projecto, na sua recta final, foi sendo lido por diversos actores que ao longo do tempo poderam acompanhar os desenvolvimentos e as diversas acções públicas que foram tendo lugar. O blog foi servindo de complemento às próprias recolhas que foram efectuando para o produto final, bem como para divulgar acções de formação e eventos. A notícia mais recente, apresenta o pacote que será oferecido a todos os interessados, com especial destaque para as organizações sem fins lucrativos:
O produto D3 integra um manual e respectivo software para o uso das TIC no Marketing e Gestão das organizações sem fins lucrativos.

Descubra como usar as seguintes ferramentas:
– Gestão de conteúdos (internet, blogues, wikis);
– Comunicação (e-mail, RSS, NewsFeed, Podcasts);
– Gestão de projectos;
– Gestão documental.

Contêm:
– Conceitos base de marketing, gestão documental e gestão de projectos;
– Plano de comunicação organizacional;
– Guias “faça você mesmo” com indicações sobre Software de uso livre, para apoio nas acções de marketing, divulgação e gestão;
– Software de uso livre (gestão de conteúdos, internet, e-mail, ferramentas de produtividades/escritório, etc.)
De destacar que este produto foi concebido tendo em mente os parcos recursos dos seus destinatários e respectiva preocupação de incluir software livre, apoiado por guias de utilização. Fica aqui registado como uma boa prática e para inspirar todos aqueles que, podendo autorizar a utilização de blogs de projectos, continuam a ponderar todos os contras na utilização destas ferramentas para a visibilidade dos resultados dos projectos e respectivos produtos.

Disclaimer: Não fiz parte deste projecto. Com grande pena minha, nenhum dos projectos em que participei até hoje, tiveram blogs públicos associados. O motivo é simples: a decisão de tornar os blogs públicos não está ao meu alcance.


2007/07/02

Apesar do resultado do Quiz, a única linguagem em que programei foi RPG (e não, não é Role Playing Game ;-)

You are Prolog. You enjoy looking for different ways to solve a problem.  You take longer to solve them, but usually come up with more than one solution.