2006/06/17

Pausas


Pausas
Originally uploaded by monicaA.
Compilação de escritos de Hermann Hesse da Editora Difel, sob o título «Da Felicidade», p.27:
"A grande valorização do minuto, a urgência, motivo mais importante da nossa vida, é sem sombra de dúvida o mais perigoso inimigo da alegria (...) Parece triste, todavia inevitável, que essa pressa da vida que actualmente levamos nos haja influênciado de modo tão agressivo e prejudicial desde a mais tenra idade." (Hesse, 1899)

Escrito em 1899 e tão actual...

2006/06/14

[books] A revolução dos blogs


portada_blogs_orihuela
Originally uploaded by jlori.
José Luis Orihuela (2006), La revolución de los blogs. Cuando las bitácoras se convirtieron en el medio de comunicación de la gente. Madrid: La Esfera de los Libros, pp. 283 [ISBN: 84-9734-498-7]. Ver o índice no eCuaderno ou consultar ficha editorial em La revolución de los blogs.

2006/06/10

Monitorização de software aberto para bibliotecas

A oss4l (open source systems for libraries), tem como missão:
"build better and free systems for use in libraries. Toward this end, we maintain a listing of free software and systems designed for libraries (the physical, books-on-shelves kind), and we track news about project updates or related issues of interest."
Mantêm uma listagem de software e sistemas livres desenhados para bibliotecas. Monitorizam novos projectos, artigos relacionados, protocolos e formatos normalizados (Z39.50, MARC, Dublin Core, RDF, etc.) e linguagens de desenvolvimento (Java, Perl, PHP, etc).


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blogs (e outros) nas intranets

Paul Chin (2006), The Value of User-Generated Content, Part 1 (2 e 3), e Corporate Blogs: Weapons of Crass Discussion? (todos disponíveis no Intranet Journal: building the corporate enterprise), tem uma visão curiosa sobre a introdução de conteúdos criados pelos colaboradores de uma organização, no que diz respeito à utilização de blogs (e outros, tais como wikis).

Não serão também os restantes conteúdos (pré-blog) produzidos pelos colaboradores? Não passam também eles pelo crivo editorial da organização? Porque não conceber a incorporação desses conteúdos, disponibilizados nos blogs, da mesma forma? A agregação e correspondente disponibilização de conteúdos já há muito tempo que é tratada dessa forma pelos indivíduos (os tais que são apelidados de bloggers). Porque é que as organizações não o fazem de acordo com os tais critérios organizacionais?

Parece-me que se trata de um falso problema de quem não conhece o que tem ao seu dispôr. Arranjam-se argumentos para não tirar partido do que a nível individual já se vai fazendo. Porque não existe capacidade de ouvir sem pré-formatação. Porque não pode ser assim tão simples (e é). Porque ainda não se conhecem todos os cenários (nem nunca se conhecerão). Porque a inovação é uma palavra (e não um processo).

As outras organizações, aquelas em que inovar é um processo contínuo, já o fazem: Andrew P. McAfee (2006), Enterprise 2.0: The Dawn of Emergent Collaboration, MIT Sloan Management Review, Vol. 47(3), pp. 21-28:

"The resulting organizational communication patterns can lead to highly productive and highly collaborative environments by making both the practices of knowledge work and its outputs more visible. Drawing on case studies and survey data, the article offers managers a set of ground rules for implementing the new technologies."

2006/06/07

Motivação

David Sirota, Louis A. Mischkind, e Michael Irwin Meltzer (2006), Why Your Employees Are Losing Motivation, HBS Working Knowledge:

"The most important thing is to provide employees with a sense of security, one in which they do not fear that their jobs will be in jeopardy if their performance is not perfect and one in which layoffs are considered an extreme last resort, not just another option for dealing with hard times."

Claro que este estudo não se aplica a Portugal. Nós estamos mais do que habituados (nestes últimos anos, em especial) a viver com insegurança, medo e despedimentos no horizonte ;-)

2006/06/02

Arte através da leitura de tags de HTML

b2ob - visualizing tags


À medida que vamos construindo os nossos blogs, vamos utilizando tags (em HTML) para indicar links, imagens, tabelas, citações, etc. Nunca imaginei é que o resultado da análise a esses tags pudesse ser algo tão bonito. A imagem final do b2ob é a que ilustra esta entrada. Outras imagens magníficas disponíveis no Flickr. Produzido pela mão de websitesasgraphs, onde o invisível se torna Arte :-)

2006/05/30

Diversidade para uma cultura Europeia de Inovação

«Diversidade como motor para uma cultura Europeia de Inovação» é uma das sessões que vai ter lugar no Reboot8. Lee Bryant, Martin Roell e Ton Zijlstra, "are not aiming for a discussion in abstract concepts, but looking for a conversation on how diversity can be brought to play in all of our immediate working contexts". Questões que são colocadas e que se encontram abertas para respostas/sugestões (ver wiki criado para o efeito):

  • How to celebrate diversity [como celebrar a diversidade]
  • How to use it for innovation [como usar a diversidade para a inovação]
  • How to build working routines that expect/assume/work with diversity [como construir rotinas de trabalho que integrem/assumam/funcionem com a diversidade]
  • How can diversity help //you// in your daily work? [como pode a diversidade ajudar //te// no quotidiano profissional]
  • When (in what situations) would //you// like to be able to 'access' diversity? [quando (em que situações) gostaria (s) de 'aceder' a diversidade]
  • Where does //your work// lack diversity? [em que situações //laborais// faz falta diversidade]
  • What cultural traits are holding you back locally? [que características culturais te travam localmente]
  • What cultural traits from elsewhere would help you forward, and which possibility do you have to tap them? [que características culturais de outros locais ajudariam a ultrapassar e que possibilidades tens para as identificar]
  • Where would others benefit from your cultural traits? What other cultural traits would you be able to help balance. [em que situações as tuas características culturais ajudariam outros]
  • When do your cultural strengths turn into a pitfall, a challenge or an irritation? [quando é que as tuas vantagens culturais se podem tornar num flop, num desafio ou numa irritação]
Perdoem-me se a tradução estiver manhosa, mas acho este tema demasiado importante para que a barreira da língua o possa tornar invisível.
Para relembrar o trabalho de Hofstede, conforme dica sugerida no wiki, junto um pequeno excerto de uma dissertação de mestrado, com referência bibliográfica aqui ;-)

"Definir cultura como “a programação colectiva da mente que distingue os membros de um grupo ou categoria de pessoas face a outro” (Hofstede, 1997, p.19), interessa-nos aqui para evidenciar as suas implicações. A cultura não é herdada pelos indivíduos, mas adquirida pela sua exposição e interacção prolongada no meio em que vivem, apesar de não poder ser entendida como passiva. Uma das maneiras de visualizar essas implicações é considerarmos a cultura como uma esfera que nos envolve (Hofstede, 1997; Trompenaars e Turner, 1998) através da sua camada explícita, visível através de produtos e artefactos, atravessando camadas intermédias onde se encontram as normas, os valores e as práticas (símbolos, heróis e rituais), até ao seu centro onde se encontram os pressupostos básicos, implícitos, aqueles que, quando interrogados sobre a causa ou razão porque é que fazemos determinada coisa, não sabemos explicar. Fazemos porque, na esfera cultural em que crescemos, nos foi contado que é assim e também porque fomos observando e reproduzindo comportamentos (...).

Embora se possam agregar elementos característicos que ajudam a identificar traços de uma cultura, como é exemplo o extenso trabalho realizado por Hofstede, em diversos países (1997) e amplamente citado, estes resultados podem, muitas vezes, ser interpretados como fornecendo uma categorização homogénea de determinada cultura, acabando por funcionar como visão cristalizadora e como tal, reduzindo os traços do indivíduo à cultura a que pertence, pondo de parte os seus traços característicos, as suas idiossincrasias, originando o que é conhecido como estereótipos."


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2006/05/27

Web2.0 na agenda pública

Alertada por uma mensagem do Manuel J. Matos (Que Universidade?), tomo conhecimento que a Web2.0 vem de novo para a agenda pública pelas mãos de Jorge Nascimento Rodrigues (Suplemento Economia, Jornal Expresso, edição Nº1752, de 27/05/2006). Agora que é ele que o diz, talvez os nossos gestores levem a questão mais a sério:

  • Chegou a hora de «importar» para dentro das empresas o «software de socialização» baseado na Web (as ferramentas da Web 2.0)
  • Os empregados mais pró-activos já usam pessoalmente ou fora de portas estas ferramentas; o que falta é conquistar os gestores
  • Os blogues internos são fundamentais na gestão da mudança
  • As taxionomias criadas pelos próprios utilizadores são mais eficazes
  • Os «wikis» podem ser boas ferramentas de gestão de conhecimento
  • Os decisores terão de encontrar um equilíbrio entre as estruturas de informação e de conhecimento formais, impostas e centralmente geridas, e as que emergem da iniciativa colectiva dos utilizadores
Numa altura em que tanto de discute o modelo do jornalismo na actual paisagem de informação (Information landscape), cumpre relevar o papel do jornalismo na formação da agenda pública, traduzindo e divulgando ideias inovadoras.

PS [27/Mai/2006] - Ver comentário do Vitor Domingos, Software Social na Administração Pública, com "o input de gestão de um departamento de desenvolvimento".

PS [27/Mai/2006] - O Celso Pinto, que trabalhou na Siemens, também tem um comentário sobre a importância de sensibilizar os gestores para a importância da utilização de software social, dando especial enfoque ao trabalho em equipas de projecto.

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2006/05/25

Responsabilidade Social e o Terceiro Sector

No próximo dia 9 de Junho (6ªfeira), “Sala Polivalente” do Pólo Tecnológico de Lisboa, vai ter lugar uma conferência subordinada ao tema «A Responsabilidade Social e o Terceiro Sector: No desbravar de caminhos por um Portugal de oportunidades». Inscrição gratuita mas necessária através do email: secretaria-sede@apd.org.pt ou pelo telefone 213 889 883

Mais informações no sempre atento cidadão

2006/05/06

Blogosfera Espanhola a caminho do trabalho

Ontem, no caminho habitual para o trabalho, fiz a viagem na companhia de um novo livro. A IC19 nem parecia a mesma ;-)

Quando aqui coloquei um apontamento sobre o livro que iria ser editado em Espanha («La Blogosfera Hispana: pioneros de la cultura digital», pdf), sob a direcção de José M. Cerezo, não pensei que iria receber um exemplar físico do livro, cortesia da Fundação FranceTelecom Espanha, por recomendação de Fernando Tricas (Professor do Departamento de Informática e Engenharia de Sistemas, da Universidade de Zaragoza), autor que contribuiu com 2 artigos neste estudo.

E como o mundo se torna cada vez mais pequeno: só agora reparei, que também Fernando Garrido contribuiu com um artigo em colaboração com Gemma Ferreres, intitulado «Perfil do blogger Espanhol» (pp. 52-69)

Boas leituras de fim de semana para quem se interessa por blogs :-)

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