Blogs e liberdade de expressão
Como agrego as entradas de quem participa no Planeta*, li uma entrada de um novo membro que escreve de Shanghai, e «parti» para lhe ir fazer uma visita (saudosismo talvez, pois vivi 11 anos em Macau). Como o comentário que lá quiz deixar ficar não foi aceite (penso que talvez por não ter um blog no sapo), resolvi colocar aqui.
Sou a favor da liberdade de expressão mas nunca achei que para exercer esse direito fosse necessário enxovalhar as opiniões de outros e não gosto quando pessoas que fazem parte de um grupo a que pertenço o fazem.
Também tenho assistido a argumentos rasteiros sobre a despenalização do aborto, que desvirtuam e lançam a confusão sobre o que se está a referendar. Não se está a referendar a moralidade do aborto (essa é com a consciência de cada um e não é referendável) mas sim a despenalização das mulheres que possam ter que recorrer a tal prática, estipulando a forma como tal deverá ocorrer e com que condições.
Mas apesar de não concordar com muitas das opiniões (e até de achar que estão a levantar argumentos falaciosos, tal como a questão das estatísticas impossíveis de realizar dado o anonimato a que quem aborta é obrigada para não ser penalizada) não me parece que deva cair no insulto a quem tem opiniões contrárias às minhas. Seja na rua, no local de trabalho, entre amigos... ou no blog!
Um blog é um instrumento que amplifica mais as nossas conversas e que nos obriga a pesar constantemente sobre a ténue linha da liberdade de expressão. Onde se procura (eu ainda acredito nisso) uma discussão aberta e plural, onde podemos encontrar muitas opiniões que chocam com as nossas. A pluralidade de opiniões exige que se tenha a capacidade de ser tolerante com a opinião de outros sem acicatar ódios.
Vem-me à memória um Professor de Direito que na sua primeira aula nos disse que «A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade dos outros». Acho que merece alguma reflexão quando se introduz a palavra blog: «A liberdade de cada um no seu blog termina onde começa a liberdade dos outros».
Sou a favor da liberdade de expressão mas nunca achei que para exercer esse direito fosse necessário enxovalhar as opiniões de outros e não gosto quando pessoas que fazem parte de um grupo a que pertenço o fazem.
Também tenho assistido a argumentos rasteiros sobre a despenalização do aborto, que desvirtuam e lançam a confusão sobre o que se está a referendar. Não se está a referendar a moralidade do aborto (essa é com a consciência de cada um e não é referendável) mas sim a despenalização das mulheres que possam ter que recorrer a tal prática, estipulando a forma como tal deverá ocorrer e com que condições.
Mas apesar de não concordar com muitas das opiniões (e até de achar que estão a levantar argumentos falaciosos, tal como a questão das estatísticas impossíveis de realizar dado o anonimato a que quem aborta é obrigada para não ser penalizada) não me parece que deva cair no insulto a quem tem opiniões contrárias às minhas. Seja na rua, no local de trabalho, entre amigos... ou no blog!
Um blog é um instrumento que amplifica mais as nossas conversas e que nos obriga a pesar constantemente sobre a ténue linha da liberdade de expressão. Onde se procura (eu ainda acredito nisso) uma discussão aberta e plural, onde podemos encontrar muitas opiniões que chocam com as nossas. A pluralidade de opiniões exige que se tenha a capacidade de ser tolerante com a opinião de outros sem acicatar ódios.
Vem-me à memória um Professor de Direito que na sua primeira aula nos disse que «A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade dos outros». Acho que merece alguma reflexão quando se introduz a palavra blog: «A liberdade de cada um no seu blog termina onde começa a liberdade dos outros».
Será que estamos todos preparados para utilizar blogs?










