2007/12/31

construir cada momento

Um ano que chega ao final, outro que se aproxima com o bater das badaladas e que será o que cada um escolher fazer dele. A cada dia, com cada decisão, vamos construindo a nossa história sem que ela possa ser refeita. Uns escolherão gastar as suas energias em processos destrutivos, enquanto outros concentrarão energias para construir. Faço votos que os que canalizam os esforços em processos criativos superem largamente os restantes.

Que cada dia de 2008 possa ajudar a concretizar aquilo em que acreditam e que ajude todos aqueles que ainda não sabem viver em paz.

boas festas

2007/12/04

Citizen-centric eGov

Para nos ajudar a implementar estratégias públicas centradas no cidadão, que permitam Portugal aparecer nos próximos exemplos como Citizen-centric eGovernment (e vejam como lá estão as questões de acessibilidade, integração, interoperabilidade e partilha, tão importantes para o envolvimento e exercício da cidadania), cá fica a versão final de:
Trond Arne Undheim & Michael Blakemore (2007). A Handbook for Citizen-centric eGovernment. eGovernment unit, DG Information Society and Media, European Commission:

"We found that it is not enough just to implement organisational change. Change in itself will not guarantee delivering services that deliver public value. (...) To make real progress on transforming government services you should aim to positively transform the relationship between government and citizens." (p. 1)

"Let us also be clear – organisational change by itself will not necessarily deliver public value, nor will it deliver the full extent of public value that is needed by citizens. (...) Put simply, people matter more than the technologies, and the maxims that have emerged advise us to:
  • Work with citizens to build and maximise their trust (...);
  • Be very clear about the complex demands of emotional services such as health and social security (...);
  • Do not undertake organisational change simply to reduce bottom-line costs (...) [p. 32-33]

Caso não tenham tempo/possibilidade de ler tudo, não percam as Messages for Politicians and Policy Makers, Messages for those developing and delivering eGovernment services e Messages for citizens who will use eGovernment services (pp. 4-6).

2007/11/29

Prototyping the Future in Lisbon tem início hoje às 9:30, no Campus do INETI, no Paço do Lumiar (ver mapa):

"(...) a 2-day futuristic event organised by Open Futures and INETI in collaboration. The event will explore Future Centers as accelerators of open innovation and engines of the renewed Lisbon strategy.

(...) The initiative focuses on the core aspects of Living Labs by highlighting and fostering the social and user centric dimension of open innovation."
Hoje têm lugar os workshops e amanhã será a conferência onde irão estar presentes Leif Edvisson (ver publicações), Bror Salmelin (ver publicações), Terrence Fernando (ver publicações), Joaquina Barrulas (ver publicações), Carlos Zorrinho (ver publicações), entre outros. O programa completo, bem como o nome de todas as personalidades que vão estar no evento, encontra-se na página do projecto.

2007/11/26

reacções em cadeia

Tinha acabado de receber uma mensagem do Plazes informando que o ZédasCouves me tinha adicionado à sua lista dos trusted people. Segui o link para o blog dele (que conheço do prt.sc) e eis-me a fazer o teste de leitura do B2OB. Estas brincadeiras até fazem bem ao ego mas o que quer mesmo dizer é que este blog é «unreadable» ;-)

cash advance

2007/09/02

sand(wich)


sand(wich), originally uploaded by monicaA.

"Nenhuma preciosidade, por mais valiosa, é tão incontestavelmente bela que o hábito e a insensibilidade lhe não possam roubar o brilho do valor (...) Aquilo que se saboreia como um estranho convidado a ser hóspede permanece para sempre uma experiência valiosa e enobrece-nos." (Hesse,1904)

2007/07/13

Licenças CC para PDF

Uma ferramenta útil e de fácil instalação para se adicionarem licenças da Creative Commons (CC) a ficheiros PDF. Permite, no momento da impressão para PDF, optar por uma das várias licenças existentes, ficando esta visível no documento para a posteridade:
"It’s installed as a Windows printer and allows the user to select a license when they “print” a PDF of their document. The tool embeds license metadata in the document as XMP and provides an optional facility for “stamping” the document with visible CC license information — either as a small image in the header or footer, or as a full-page deed appended to the document."
Muito útil, por exemplo, para quem quer disponibilizar os seus artigos e, de forma inequívoca, declarar qual o tipo de licença a que o trabalho está sujeito.


2007/07/12

SL entusiastas por aqui?

A APDSI (Associação para a Promoção e o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) gostava de abrir uma delegação no Second Life (SL). Recebi uma mensagem em que referem que estão à procura de pessoas que ajudem à construção da presença da Associação em terras SL. Alguém que queira acrescentar a construção desta presença ao seu CV?

Pelo Vitorino Ramos, fiquei a saber que temos em Portugal (na Avenida do Brasil, em Lisboa) uma das empresas mais expressivas em contractos de arquitectura e construção de edifícios no SL: a Beta Technologies. O portfolio de trabalhos é impressionante! Ainda vão a tempo de os conhecer na PorTI2007, que termina hoje.

2007/07/10

Blogs proibidos

Blogues Proibidos (2007), escrito por Pedro Fonseca, fala de um outro lado dos blogs com implicações em diversas esferas da nossa sociedade (informática, justiça, educação, anonimato, entre outras). Neste livro, escrito pela mão de quem acompanha e conhece bem o fenómeno dos blogs em Portugal desde o seu início, são analisados 6 casos do panorama nacional dos blogs:
"Das acusações de plágio a Miguel Sousa Tavares à pirataria informática no blogue de Pacheco Pereira, de processos judiciais a jornalistas, professores ou aos inevitáveis autores anónimos, Blogues Proibidos mostra como a escrita em blogues deixou de ser um fenómeno amador e de audiência limitada. Com consequências bastante reais."

2007/07/08

Blogs para Governo 2.0

Não sei se quem tem o poder de anuir à integração de blogs dentro de organismos governamentais vai ler este relatório, mas como existem mais pessoas por aí a remar contra a maré (ou por outra, que vão falando para as paredes), pode ser que mais um relatório dê jeito (para além de servir para engrossar as referências bibliográficas sobre a temática). Para os que já sabem tudo o que há sobre blogs existe o sumário executivo. Para os que gostam da totalidade, aqui fica a referência completa para juntar às leituras de fim de semana:
David C. Wyld (2007), The Blogging Revolution: Government in the Age of Web 2.0, IBM: Center for the Business of Government.
Para os que têm interesse no vocabulário relacionado com blogs e web 2.0 (talvez seja útil para uma próxima versão do Glossário para a Sociedade da Informação), não percam o glossário nas pp. 71-75.

[via Jack Vinson]

2007/07/07

Porter fala do Cluster Mapping

... numa entrevista publicada na HBS Working Knowledge:
"The tool, called the Cluster Mapping Project, uses statistical techniques to profile the performance over time of regional economies in the U.S., with a special focus on clusters. Clusters are geographically concentrated groups of interconnected companies, universities, and related institutions that arise out of linkages or externalities across industries."
Existe uma versão com dados até 2000 que pode ser visitada por qualquer um, mediante registo no site. A versão mais completa, detalhada e actual, só poderá ser acedida sob pagamento (250$/ano). Apesar de os dados dizerem respeito só aos EUA é um trabalho que pode ser replicado com as devidas adaptações para outros contextos geográficos.


2007/07/06

Blogs nas Práticas de Suporte a Projectos

Desde o início deste blog que tenho vindo a defender a utilização de blogs para equipas de projecto. Mas a utilização de blogs como processo de apoio à divulgação e comunicação não se esgota no suporte aos elementos da equipa do projecto. A existência de um blog público, para ir dando conta dos desenvolvimentos do projecto, ajudando a criar o ambiente para a divulgação dos produtos finais dos projectos pelos públicos a que se destinam (e que tantas vezes acabam por não ser conhecidos atempadamente).

Um dos exemplos que tenho vindo a acompanhar diz respeito a um projecto EQUAL, o D3 - Digitalizar o 3º Sector. O projecto, na sua recta final, foi sendo lido por diversos actores que ao longo do tempo poderam acompanhar os desenvolvimentos e as diversas acções públicas que foram tendo lugar. O blog foi servindo de complemento às próprias recolhas que foram efectuando para o produto final, bem como para divulgar acções de formação e eventos. A notícia mais recente, apresenta o pacote que será oferecido a todos os interessados, com especial destaque para as organizações sem fins lucrativos:
O produto D3 integra um manual e respectivo software para o uso das TIC no Marketing e Gestão das organizações sem fins lucrativos.

Descubra como usar as seguintes ferramentas:
– Gestão de conteúdos (internet, blogues, wikis);
– Comunicação (e-mail, RSS, NewsFeed, Podcasts);
– Gestão de projectos;
– Gestão documental.

Contêm:
– Conceitos base de marketing, gestão documental e gestão de projectos;
– Plano de comunicação organizacional;
– Guias “faça você mesmo” com indicações sobre Software de uso livre, para apoio nas acções de marketing, divulgação e gestão;
– Software de uso livre (gestão de conteúdos, internet, e-mail, ferramentas de produtividades/escritório, etc.)
De destacar que este produto foi concebido tendo em mente os parcos recursos dos seus destinatários e respectiva preocupação de incluir software livre, apoiado por guias de utilização. Fica aqui registado como uma boa prática e para inspirar todos aqueles que, podendo autorizar a utilização de blogs de projectos, continuam a ponderar todos os contras na utilização destas ferramentas para a visibilidade dos resultados dos projectos e respectivos produtos.

Disclaimer: Não fiz parte deste projecto. Com grande pena minha, nenhum dos projectos em que participei até hoje, tiveram blogs públicos associados. O motivo é simples: a decisão de tornar os blogs públicos não está ao meu alcance.


2007/07/02

Apesar do resultado do Quiz, a única linguagem em que programei foi RPG (e não, não é Role Playing Game ;-)

You are Prolog. You enjoy looking for different ways to solve a problem.  You take longer to solve them, but usually come up with more than one solution.

2007/06/27

Internet não reduz níveis de sociabilidade

O projecto de investigação básica que decorreu na Catalunha entre 2001 e 2007 chega agora ao fim. A apresentação da súmula dos resultados dos 7 projectos que integrou, está disponível na página da PIC. O projecto foi definido por diversos investigadores e co-liderado por Manuel Castells, amplamente conhecido entre nós pela trilogia da Era da Informação (A Sociedade em Rede, O Fim do Milénio e O Poder da Identidade), e Imma Tubella, reitora da Universidade Aberta da Catalunha. Não sei quais os resultados de estudo idêntico que venha a ser realizado Portugal, mas ao que este estudo indica, os receios não fundamentos de alguns, não se verificaram para a Catalunha:
"The internet does not reduce levels of sociability or increase isolation. On the contrary, and backed by the results of international research, internet users are seen to be more sociable, more active, to have intense family and personal relationships and take part more in society. The internet increases sociability. Face-to-face and virtual relationships are strengthened mutually." [continuar a ler]

2007/06/25

Eurotarifas regulamentam custos de roaming

A regulamentação Europeia sobre tarifas de rooming nos 27 estados membros da UE, entra em vigor a 30 de Junho:
"Using your mobile phone abroad will become substantially cheaper this summer thanks to the EU's intervention. With the publication of the EU Roaming Regulation in the EU's Official Journal at the end of this week, this important piece of internal market legislation will become binding law in all 27 Member States on 30 June. This finally ends in record time the legislative process, started on 12 July 2006 by the European Commission, to curb the excessive roaming charges that consumers and business travellers have so far endured while abroad in other EU countries. The national regulatory authorities, together with the Commission, will closely monitor the transition to the new roaming rules to ensure no abuses take place."
Ver também detalhes sobre as tarifas máximas que poderão ser aplicadas pelos operadores móveis em International Mobile Roaming & the new "Eurotariffs" cost.

2007/06/15

eles inventam, elas inovam ;-)

A propósito do El algoritmo y la cultura da Paz Peña, deixo este contributo:

"ele inventa"... (inventar é imaginar; urdir; tramar; criar no pensamento; ser o primeiro a ter a ideia de; armar intrigas; contar falsamente, in Dicionário Priberam)

mas

"inova ela"! (inovar é tornar novo; mudar ou alterar as coisas, introduzindo-lhes novidades; renovar, in Dicionário Priberam)

a inovação é delas ;-)


2007/06/11

web2.0 permite desenvolver pensamento crítico

Para além da brilhante campanha de marketing que mereceu (diria mesmo que se trata de uma campanha de Relações Públicas no seu melhor, uma vez que são os outros que estão a falar, pelo mundo inteiro, sobre um livro editado por uma editora que até hoje desconhecia), e dado que no site da Amazon não posso ter uma preview do livro, vou ter que me ficar pelos comentários de alguém que já o leu e que até disponibiliza um local para que erros existentes no livro possam ser corrigidos [faltou-lhe o peer review ;-) ]. Deixo-vos com Lawrence Lessig:
"His work will help us all understand the limits in accuracy, taste, judgment, and understanding shot through all of our systems of knowledge. The lesson he teaches is one we should all learn — to read and think critically, whether reading the product of the “monkeys” (as Keen likens contributors to the Internet to be) or books published by presses such as Doubleday."
Exercitar e desenvolver o espírito crítico é um dos benefícios da cultura web2.0, que apesar de muito falada, ainda está na sua infância em termos de práticas. Estamos todos a aprender, cada um de nós com o seu próprio ritmo de aprendizagem.

2007/06/05

Literacia Digital

Depois de um rápido prt.sc (print screen), vejo um novo curso de Literacia Digital. Pena que esteja restrito a utilizadores do browser IE:
"Não está instalada uma versão actual do Microsoft Internet Explorer neste computador. Se não instalar o Microsoft Internet Explorer 6 SP1 ou superior, o visualizador poderá não funcionar correctamente." [mensagem que obtive depois de carregar no «iniciar curso»]
É pena que um curso desta natureza acabe por dar uma visão centrada apenas nos produtos de uma só marca. É que a literacia digital não se restringe a produtos Microsoft. Penso que até podem estar a perder com esta restrição: ao permitir que mais pessoas não utilizadoras do IE realizassem este curso, qui ça, até os convertiam ;-)

Para os mais de 50% de visitantes deste blog, que não utilizam o Internet Explorer (IE), as minhas desculpas. Vão ter que aguardar por outros cursos de literacia digital.

2007/06/04

Automatic (censoring) filters

Por razões que compreenderão se lerem tudo, o resto desta mensagem será escrita em inglês. Outras questões que se prendem com o caso que aqui descrevo, podem ser lidas de forma bem mais completa no comentário deixado ficar pelo Pedro.

Dear worlwide scientific event organizers (and others using email marketing to promote worth related events),

Some of us will not be abble to tell you, that your efforts to promote scientif gatherings and other related serious activities, are not arriving to some (plenty?) of us.

The reason?

Due to massive attacks of spam in organizational settings, the so called «intelligent agents», known to the commun worker as «organizational filters» are blocking your messages promoting work related events.

Those «intelligent agents» do not really understand the difference between «Las Vegas» as in «Gambling», from «Las Vegas» as in «Call for papers»! See example below, from a message i've received (i've ommited the sender and the receivers of the message):

Sent: Sunday, June 03, 2007 7:44 AM

Subject: FW: SITE 2008--Technology & Teacher Ed. Call (Las Vegas, Nevada)

BANNED CONTENT ALERT

A banned word or phrase was discovered. The file has been removed. See your system administrator for further information.

Context: '[Message Body]'
Content Rule(s): 'Gambling (English) > Severity - Low'

I understand that this is a fiercely battle between «have to block unsolicited mail» and «have to find 'but' exceptions». Both parties, Spammers and Researchers, are doing their best. When researchers find a way to get better «intelligent filters», spammers read their published results and get even better. Ultimately they will both keep on getting better until... maybe it's time to use more of other ways of getting the events promoted, like blog posts, categorized event feeds... distributed micro content. In other words, human filters. The kind of filters that give that extra touch to software: social software.

For those of you that are sending out «email surveys», just let me add that this organizational filters also concern your data collecting in research. I've experienced that, back in 2003 when i was collecting data for my master thesis: my survey was a word document, with embedded macros (for easy click response), with pictures in it, and i had the express agreement of the individuals i was sending the messages (expatriates working for a multinational). The results? The filters of that organization didn't «like» macros nor did they allowed messages with images. You get the picture?


PS - In the organization i work for, it is easy to solve this kind of blockings, since the IT department trusts our judgments, and open to listen to our grounded arguments. But i do not know if this is the norm with all the people, in all the organizations. I suspect not!

2007/06/02

software social

Danah Boyd (2007). The Significance of Social Software. BlogTalks Reloaded: Social Software Research & Cases (ed. Thomas N. Burg and Jan Schmidt), Norderstedt, pp 15-30:
"When I think of the term „social software,” I still want to roll my eyes but when I think of the radical shifts that have happened in design process, flow of information, and interaction paradigms under the movement connected with the term, I can’t help but smile. These shifts are quite significant both for the tech sector and for the millions of people who are engaging with these technologies. (...) I’m always amazed at how people are unable to learn from the failures that are happening right now. Still, while we celebrate all of what is new, let us not forget the significance of what is old. In this way, we can build on the shoulders of giants rather than reinventing the wheel."
... e para que um passado bem próximo não fique esquecido, existe uma compilação completa do BlogTalks Reloaded. Muito material para reflexão, em que novo e velho co-existem na medida do seu contributo para ilucidar a compreensão de fenómenos complexos, sem estarmos a re-inventar a roda.

Web 2.0 Framework

Ross Dawson, disponibilizou uma Web 2.0 Framework. A ideia consiste em salientar as questões principais que estão em causa quando se fala de web 2.0. Destina-se essencialmente a não especialistas sobre a temática mas também pode ajudar a perceber implicações e oportunidades da web 2.0 para as organizações.


Tal como se pode ler através da imagem [e melhor ainda no pdf que disponibiliza], Ross Dawson explicita e relembra as 7 características que podem ser consideradas os fundamentos da cultura web 2.0:
  • participação
  • padronização
  • descentralização
  • transparência
  • modularidade
  • controlo do utilizador
  • identidade
No centro desta proposta encontramos a explicação sumário de como converter os inputs disponibilizados pelos diversos indivíduos que dão corpo à web 2.0, em resultados que adicionam valor às organizações e à comunidade alargada, a que dá o nome de outputs emergentes.

Reflectindo a cultura web 2.0, está aberto a sugestões, críticas e propostas de alteração que permitam melhorar e/ou reformular a frame que disponibilizou.

Side note: Ross Dawson é o autor do livro Living Networks.

2007/05/30

Parar

... para pensar: What happens when everything becomes free? by Chris Anderson

2007/05/28

COPs - o mais importante são as pessoas e não a tecnologia

Para quem «COP» possa ser um agente da autoridade, talvez esteja mais do que na hora para assistir hoje às 9:30, na Gulbenkian, em Lisboa, à sessão sobre Comunidades de Prática (Communities of Practice - CoP). O orador, Etienne Wenger, uma das maiores referências a nível interncional, irá falar sobre na Conferência subordinada ao tema «Aprender em Comunidades de Prática: uma jornada pessoal» (descarregar programa completo).

Para quem não conseguir deslocar-se até ao Auditorio 2 da Gulbenkian, poderá assistir à conferência em directo aqui.

Um Guia ultra-rápido para se iniciarem nas CoP e se colocarem a par das múltiplas possibilidades das CoP. E para quem pensa que tudo isto é apenas teoria, podem dar uma olhadela num dos vários projectos que utilizam o conceito das CoP na Rede Temática da EQUAL.

Outros nomes que vão marcar presença e que quem passa por aqui poderá reconhecer:
Nancy White (1958), da Full Circle Associates, em Seattle, EUA. Diplomou-se na Duke University. Nancy é uma figura destacada no recente campo da facilitação online. As suas investigações e prática centram-se quer nos processos sociais da interacção online, quer no cruzamento entre tecnologia e comunidade. Coopera com empresas, com o governo e com ONG, com um interesse especial na colaboração e na aprendizagem. Desde 1999 que ensina facilitação online, encontrando-se actualmente a escrever, juntamente com John Smith e Etienne Wenger, um livro sobre tecnologia para as comunidades de prática.

Beverly Trayner (1959), mais conhecida por Bev, abandonou recentemente a actividade docente no ensino superior para seguir a sua paixão pela concepção da aprendizagem em comunidades territorialmente dispersas (distributed communities). As suas investigações e interesses centram-se particularmente nas comunidades que atravessam fronteiras nacionais e linguísticas e na integração nesse processo de novos instrumentos e tecnologias. Tem neste momento um doutoramento, em curso, em Didáctica e Tecnologia Educacional na Universidade de Aveiro, Portugal. Fala e escreve sobre comunidades de prática em inglês e português no seu blog e tem ajudado, entre outras, as CoP das Redes Temáticas EQUAL.

2007/05/24

sucesso e pequenos (grandes) nadas

O projecto MapMyName já terminou. Os seus autores perceberam que o elemento mais complicado no sistema que tinham idealizado... eram as pessoas:
"Some of this obstacles were of technical nature, like up-time/hosting, email SPAM classification, single-language. These ones are easy to solve with the appropriate resources, but the “human factor” obstacles are a whole different story.

The truth is, most people don’t believe they can make a difference."
Era algo tão simples. Bastava que cada um de nós tivesse colocado o nome no mapa e convidado mais uns amigos. E no entanto, tão complicado para alguns.

O sucesso também é assim. Será uma soma de pequenos grandes nadas. Os nadas que cada um de nós faz e que muitas vezes, são sucessos que só os próprios podem compreender. A aprendizagem é um desses grandes sucessos, senão o maior e o único que temos, no final de cada dia.


2007/05/23

coelhinho maauuu!

Os blogs podem ser uma boa forma de divulgar procedimentos e alertas de segurança, dentro e fora das organizações. Nunca é demais relembrar os principais problemas de segurança são de natureza social (tal como o social hacking), atitudes individuais perante os procedimentos de segurança (diferença entre os discursos e as práticas observadas) e as demais estratégias que cabeças com uma imaginação fora do vulgar, concebem. De todos os virus cujos alertas vou recebendo, este é hilariante:
"McAfee Avert Labs received a proof of concept virus Bad Bunny a.k.a StarOffice/BadBunny. Its a multi-platform macro virus written in StarBasic and which executes on Linux, MacOSX and Windows. "
E logo agora que eu estava a pensar que alguém se tinha lembrado das mulheres, o melhor que estes virulentos conseguem pensar, é num virus homem disfarçado de coelho!??? daahh.

Atitude 2.0 versus Parasitismo 2.0

Pegando na frase do Bruno que toca na questão de fundo da Web 2.0,
"(...) diferença entre a utilização de um conjunto de ferramentas tecnológicas e a mudança na forma como se comunica, trabalha e aprende"
gostaria de acrescentar algo mais para a discussão, que pode ser considerado uma provocação. Seja!

No início da web, algumas pessoas tinham a capacidade de deixar os seus registos, a dita web 1.0, em que poucos criavam e muitos liam. Nessa altura, podia-se atribuir a falta de partilha a interfaces pouco amigáveis. Nesse sentido, estávamos perante barreiras tecnológicas à partilha. Podiam-se aqui incluir a falta de infraestruturas de comunicação (redes), as dificuldades de acesso e os custos que representavam (onde se incluía a curva de aprendizagem).

Com a divulgação e crescente disponibilização de interfaces amigáveis e de baixo custo (as tais ferramentas que vieram permitir a participação de não especialistas) e a melhoria das infraestruturas, o caminho estava aberto para a participação de muito mais pessoas (não esquecer, que nem todos temos ainda acesso, como podem verificar abrindo um dos muitos relatórios existentes).

Só que esta participação, apesar de ter aumentado, não se traduz na participação activa de todos aqueles que têm acesso a estas ferramentas e que permitem fazer da web a tal rede de leitura e escrita, que abreviadamente é apelidada da palavra tão sonora, web 2.0. Como diz o Bruno,
"(...) acho que a web 2.0 pode ser um auxiliar precioso mas apenas se existir uma postura pessoal que seja também 2.0 e isso constitui logo metade do necessário para acompanhar a referida tecnologia."
Pelo muito que fui colhendo de todos aqueles que me foram ajudando, ao longo do tempo, nesta teia e fora dela, foi crescendo a quase obrigação de partilhar com os outros aquilo que fui encontrando, o que fui experimentando e que acho que poderá ser útil a outros. Será sem dúvida uma parca contribuição em comparação com o que todos me foram dando. Muitos deles sem o saberem, mas que podem encontrar aqui e noutros espaços, o registo das suas impressões em mim. Tal como num artigo deixamos as referências dos autores que sustentam as nossas reflexões, também aqui encontrarão as referências (sob a forma de hiperlinks, citações, nomeações, referências a trabalhos, conversas...) a muitas pessoas.

Que dizer então de quem continua a beber da web e a não partilhar, quando já nem se podem escudar nas dificuldades tecnológicas? Ocorre-me parasitismo (nas suas mais diversas manifestações), talvez escudado na falta de:
  • tempo
  • jeito
  • confiança
  • relevância
  • autoridade
  • coloquem outra-desculpa-qualquer nos comentários!

2007/05/21

World Information Society

O último World Information Society Report (2007) está disponível na integra. Para quem pretender ter acesso aos indicadores TIC que fazem parte do índice (Digital Opportunity Index), encontram aqui a composição detalhada do DOI.

Guess what's happening

- Faltam 7 dias!

- 7 dias para quê?
Primeira pista no cartoon ;-)


2007/05/19

Livre acesso também aos dados

O conceito de livre acesso já não é novo, mas a ciência aberta e o livre acesso aos dados em fase de recolha ainda não tinham aparecido por aqui - OpenSourceScience:
"Democratizing science means creating practices and institutions that are transparent, accessible, and accountable to the general public. In addition to being rigorous, we OpenSourceScience strive to make science popular, relevant, and participatory."
Algumas questões que se prendem com o livre acesso aos dados, no caso das ciências sociais, prendem-se com a protecção dos sujeitos e com a salvaguarda dos seus direitos, nomeadamente de privacidade.

Imaginem que se garantia às pessoas entrevistadas o anonimato por forma a que elas se sentissem mais confortáveis para responder às questões colocadas (caso das entrevistas gravadas para posterior transcrição) e que depois as disponibilizavamos de forma aberta?

Ou seja, para que a ciência possa também ser Open Source Science torna-se necessário repensar os protocolos de recolha de dados, entre muitas outras questões. Para além da maior delas: a cultura científica e a coexistência de diversas gerações de investigadores a que correspondem diversas culturas e diversas formas de estar.


2007/05/15

Camada adicional para catálogos - tags at last

Muitos devem conhecer a LibraryThing, um excelente utilitário para quem quer manter, de forma simples, o seu próprio catálogo dos seus livros pessoais, organizado e passível de facilmente se integrar em blogs de apoio a cadeiras leccionadas, exportação de registos para bibliografias, pesquisa, classificação adicional com etiquetas pessoais (tags), etc.

Para aqueles que já por várias vezes tinham imaginado como seria bom poder adicionar uma camada semântica individual (através de tags) aos registos que vamos consultando nos diversos catálogos das bibliotecas a que acedemos, boas notícias. A LibraryThing for Libraries que já está a ser testada na Danbury Library. Permite integrar uma camada adicional no catálogo (OPAC) por forma a permitir a disponibilização de tags de utilizadores (percorram a página com o exemplo de um resultado, para encontrarem a nuvem de etiquetas - cloud tags - associada ao registo).

Ou seja, não se trata de substituir o trabalho de catalogação que permite a arrumação da informação por grande áreas do conhecimento, mas sim de complementar os registos existentes nas colecções por todos aqueles que as utilizam e podem fornecer pistas adicionais que permitam a recuperação da informação:
What is LibraryThing for Libraries?
  • Give your patrons exciting new content, including recommendations and tag clouds.
  • Let your patrons take part, with reviews, ratings and tags. Keep the control you want.
  • Enhance your catalog with just a few lines of HTML. Works with any OPAC and requires no back-end integration. Really.
  • Draw on the collective intelligence of your patrons and LibraryThing members.
Só falta saber quem irá ser a primeira biblioteca em Portugal a disponibilizar esta funcionalidade nos seus catálogos. Pistas? Casos conhecidos? As apostas podem começar :-)

2007/05/13

problemas... tagging way back machine

Comecei por receber uma mensagem que achei críptica de um «netcrash» sobre um possível ataque meu ao P*. Fui até lá espreitar para tentar perceber o que se passava e... Ops! Se verificarem no meu blog, essas mensagens são de 2003 e estava a colocar-lhes «tags» pois, para quem não estava por cá nessa altura, os tags eram aplicações externas à plataforma do blogspot e, desde que tinha migrado que me prometia a mim mesma, tirar um tempo para as etiquetar. Acontece que são apanhadas pelos leitores de feeds como tendo sido alteradas e, no caso do agregador do P* aparecem como tendo sido colocadas agora.

No caso do meu agregador de feeds, tenho a indicação de que já foram lidas, com a data em que foram criadas (2003) e indicação de que foram alteradas na data de hoje.

Ou seja, parece-me que não vou poder continuar com a etiquetagem senão ainda pensam que entrei em guerra.

Esta é uma daquelas situações que só será notada por quem lê o B2OB por agregador. Aqueles que ainda vão passando por aqui não notarão estes problemas que aqui descrevo. A todos os outros, as minhas desculpas.


2007/05/10

Incentivar a iniciativa privada

Did you thought those 2 guys from MapMyName had their University funding them? No way! They are doing it all by themselves and they need all the support we can get them. So if you still have not placed your name on the map, or if you still didn't send invites for your friends around the world, you can do it now (and you will get one project badge like this :-)

Afinal os alunos que levaram avante o MapMyName, não têm o apoio da Universidade deles. Mais um motivo para os encorajar e ajudar a tornar o projecto um sucesso. Quem ainda não adicionou o nome ou ainda não enviou convites para os amigos, ainda está a tempo (já passaram 18 dias e ainda restam 12 até que termine).

2007/05/08

TIC e Tipologia de Utilizadores

Mais um relatório da Pew Internet, desta vez com uma tipologia de utilizadores TIC: O Pew Internet ICT Typology. Com qual se identificam mais?

2007/05/07

Mini-Guias de ferramentas colaborativas

Como já tive que fazer comparações entre vários tipos de ferramentas colaborativas, presumo que seja de utilidade para muitas pessoas (crescente necessidade de trabalhar de forma colaborativa e, tantas vezes, com a dispersão geográfica das equipas). Deixo aqui o link para uma compilação de ferramentas colaborativas (6 mini-guias com tabelas comparativas de resumo) da autoria de Michael Pick, e que inclui um leque mais variado de produtos e soluções do que aquelas que já fiz de forma avulsa:
  1. Collaborative Writing Tools And Technology - tal como o nome indica, ferramentas que permitem a diversos indivíduos editar e rever documentos, com edição em tempo real (síncrono) ou mediada (assíncrono).
  2. Screen Sharing Tools and Technology - tal como o nome indica, trata-se de ferramentas que permitem partilhar aplicações ou conteúdos que estamos a visualizar no nosso monitor (em 1987, quando trabalhei com S/36, chamava-se a isto emulação).
  3. Whiteboarding Tools And Technology - não sei se o nome desta categoria será indicativa, mas trata-se de ferramentas que permitem a utilização de um espaço comum (a equivalente digital dos quadros utilizados, por exemplo, numa sala de aulas). As utilizações são as mais variadas, permitindo algumas a utilização para o desenho conjunto de modelos, ou, simplesmente um espaço complementar integrado em aplicações de webconference.
  4. Web Presentation Tools And Technologies - apesar de o título poder sugerir a partilha de slides de power point em linha, com a disponibilização de um crescente número de aplicações em ambiente web, torna-se possível tornar as apresentações mais dinâmicas (anotações, audio, feedback, etc.) e até com integração com outras aplicações (caso sobejamente conhecido da integração em blogs).
  5. Instant Messaging Tools and Technology - o nome da categoria é auto-explicativo e trata-se de uma ferramenta para comunicação instantânea de grande divulgação, desde os primórdios da web e que hoje é utilizado também de forma integrada como, por exemplo, indicador de presença (exemplo do skype awareness indicator nos blogs).
  6. Online Video Publishing And Sharing for Learning and Collaboration - com a popularidade do YouTube e do GoogleVideo (e Sapo Vídeos ;-) hoje são já muitos os utilizadores deste tipo de ferramentas mas, dado que existe algo mais para que elas funcionem em contextos de aprendizagem, vale a pena ler o guia e respectivo resumo comparativo de diversas ofertas existentes.


2007/05/04

Multiple Personalities ou The presentation of self in everyday life

Gosto muito de comics, pois tornam assuntos, não raras vezes tabus, em situações divertidas e que nos auxiliam a ver as coisas de uma forma mais distanciada.

O Phd Comics é uma das feeds que subscrevo. A tira dedicada às multiplas personalidades que a seguir coloco toca numa das questões que acho que tem sido demasiado empolada como sendo um «mal» atribuído à multiplicidade de contas (email, fóruns, blogs, redes sociais, etc) que temos e à dificuldade de gerir os fluxos de comunicação que delas resultam.

From Piled Higher and Deeper, "E-mail accounts"

Concordo que temos cada vez mais presenças mediadas num ambiente web que permite um fluxo de comunicação mais intenso, intensificando também as expectativas de obter uma resposta (i.e. quando alguém nos envia uma mensagem, por um dos canais que lhe colocamos à disposição, tem a expectativa de ver respondida ou comentada a sua mensagem, num breve espaço de tempo, seja ela enviada por chat, email, blog, etc).

No entanto, na sua essência, não é a existência de vários canais que dá origem às «multiple personalities», mas sim a existência de diversos fragmentos nossos, em diversos espaços na web, e da necessidade de adequação do nosso discurso de acordo com os vários palcos que fazem parte da nossa vida e da forma como, cada um de nós, se apresenta de acordo com os papeis que cada um de nós representa, em cada um dos muitos palcos em que somos actores, tal como Erving Goffman, os tratou e divulgou em The presentation of self in everyday life.

Ou seja, não são as diversas contas que se criam que nos fazem ter multiplas personalidades, mas o facto de desempenharmos vários papeis (mãe, trabalhadora, estudante, colecionadora, ... ) em diversos palcos (vida familiar, vida organizacional, vida académica, vida associativa, ...) e que fazem com que seja necessário adequar o discurso de acordo com o que o próprio entende que é adequado, abreviando, auto-regulação (tantas vezes desadequada por se confundirem espaços públicos com espaços privados).

Quem me conhece de outros palcos, encara esta minha presença no blog como um prolongamento daquilo que eu sou (mas a verdade é que só eles o poderão dizer, pois existe sempre a possibilidade de um dos papeis contaminar os restantes e/ou um dos palcos se sobrepor aos outros).

Aqueles que só me conhecem por este blog, podem achar que os meus únicos interesses se prendem com os pedaços que aqui deixo ficar, levando-os a construir uma «mónica b2ob». Desta forma, as múltiplas identidades são aquelas que os outros recriam (isto não é válido para quem fabrica a sua presença, mas tem sido muito utilizado ao longo do tempo, por exemplo, pelos consultores de imagem de políticos ;-)

Claro que isto é uma grosseira simplificação da questão, dado que é possível «recuperar» diversas presenças nossas, por forma a fornecer pistas que nos permitam «conhecer melhor» quem não conhecemos (pista: o que fazemos assim que ouvimos falar de alguém que nos é desconhecido? Google it!)


Living Labs e mobilidade

Próximo evento do Living Labs vai ser em Guimarães, no Centro Cultural Vila Flôr, a 21 e 22 de Maio (2ª a 3ª feira).

Dentro dos vários tópicos de investigação existentes, estou especialmente interessada nas diversas abordagens às questões que tocam na mobilidade (trabalho, colaboração, acesso, infraestruturas). Numa das páginas do Living Labs Europe, [não] encontram o mWatch Europe 2006 (Survey of Mobile Readiness in European Cities and Regions, [apenas o formulário para encomendar :-( ] em pdf), e o respectivo mapa com algumas das cidades europeias, segundo o Mobile Readiness Index:


Para mim tem especial interesse devido ao meu envolvimento no projecto SINCT (e porque é o pano de fundo disto ;-)


2007/05/02

Respostas a Percepções

Foram 25 as pessoas que responderam ao pedido que aqui coloquei em Março, e a quem agradeço os contributos dados (uma vez que era anónimo, só elas saberão a quem se destinam os agradecimentos. Segue-se um apanhado dos dados que me enviaram.

À pergunta «Desloca-se com frequência em situações de trabalho?», 9 responderam «Não», e das 16 que responderam «Sim», 5 fazem-no com carácter diário, 4 com carácter semanal e 7 com carácter mensal:

Das 16 pessoas que indicaram ter maior mobilidade profissional (deslocações frequentes de carácter diário, semanal ou mensal), fazem parte:
  • Programadores
  • Eng. Mecânico
  • Multimédia (sic)
  • Economista
  • Eng. Informáticos
  • Formador
  • Jornalista
  • Sócio-Antropóloga
  • Internet (sic)
  • Investigadores (ID&T)
  • Militar
  • Consultor Tecnológico
  • Gestor
  • + Motorista (deixado nos comentários)
  • + Topógrafo (idem)
Quanto à duração das deslocações de âmbito profissional, 10 pessoas indicaram serem inferiores a 1 dia, 3 pessoas indicaram deslocações de 1 dia e 12 pessoas indicaram deslocações de duração superior a 1 dia.

Continuo a achar que devem existir por aí mais profissões de pessoas que se desloquem, com carácter profissional, frequentemente...


2007/04/27

Internet?

Em Portugal, 16% dos entrevistados não sabiam o que era internet. Resultados apresentados pelo Eurobarómetro, no E-Communications Household Survey (2007).

PS [27/Abril/2007] Lembrei-me agora que poderá nunca ser demais lembrar o trabalho da APDSI (com várias colaborações), Glossário da Sociedade da Informação (versão de 2007), página 57:
"Rede alargada que é uma confederação de redes de computadores das universidades e de centros de pesquisa, do Governo, Militares e comerciais, com base no protocolo TCP/IP. Proporciona acesso a sítios Web, correio electrónico, sistemas de boletins electrónicos, bases de dados, grupos de discussão, etc."
Para outras respostas rápidas, ver resultados define:internet (restrição para língua portuguesa)

Resposta menos curta, ver Internet na Wikipedia que para além da noção existente no Glossário da Sociedade da Informação, tem informação adicional que permite contextualizar a internet (história, utilizações, palavras e expressões associadas, etc.).

Pretexto para uma passeata pelos belos Jardins da Gulbenkian (quem sabe até aproveitar para ver uma exposição, ouvir um concerto ou apenas almoçar), passem pela livraria da Gulbenkian e arranjem um exemplar do livro (preço ainda mais reduzido para quem apresentar cartão de estudante) de
Castells, Manuel (2004). A Galáxia Internet: reflexões sobre Internet, Negócios e Sociedade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
PS2 - E já agora, para ajudar ao projecto que pretende responder à pergunta de quantos somos aqui pela internet, podem dar uma saltada ao mapmyname ;-)


2007/04/26

web2.0 para organizações vacilantes

Para as organizações relutantes, Dave Pollard propõe uma abordagem experimental para a colaboração através de ferramentas web2.0, em que o sucesso na sua utilização depende da noção do que é percebido como urgente, da cultura organizacional existente e da complexidade de cada organização.

Assim, a escolha das ferramentas existentes (façam elas ou não parte do grande leque de software social existente) de acordo com cada situação (e não a escolha em primeiro lugar das ferramentas) poderá mais facilmente trazer os resultados esperados.

Apesar de ter gostado muito da abordagem holística desta proposta, parece-me que a maior parte das pessoas que conheço anda à procura de soluções do tipo «pronto-a-comer» e que imagino se furtem a ler a totalidade da entrada que explica com maior detalhe o que se entende por cada um dos passos ilustrados na figura. Mas claro que posso estar errada ;-)

2007/04/24

Integrating the flow

Para a implementação de tecnologias dentro das organizações, e não apenas de blogs, registava em Maio de 2004, depois da leitura de um artigo de Malhotra (2004), que:
"Para pensar «o espaço» dos Blogs a nível organizacional, convém contextualizá-los num «chapéu maior», mais abrangente: a (já velha) discussão Gestão da Informação / Gestão do conhecimento e as implicações para a integração de tecnologias nas organizações"
Em Setembro de 2005, a minha visão sobre a integração de weblogs no contexto organizacional, pareceu-me ter forma:
"E se em vez de centrar a nossa atenção na implementação de weblogs dentro da organização, a nossa atenção fosse centrada em trazer pedaços dos weblogs para dentro da organização?"
Numa imagem concretizava as vantagens de trazer para dentro das fronteiras organizacionais, os pedaços das «conversas» que se estabeleciam fora do contexto organizacional, de acordo com as necessidades de informação organizacionais detectadas, permitindo uma maior dinâmica entre o ambiente informacional externo e interno das organizações, não impondo novos espaços de informação (ex: plataformas de blogs organizacionais), mas tirando partido e detectando os fluxos que já existiam, e assim os trazer para o contexto de cada organização:

[imagem original disponível no flikr, juntamente com os links dos textos que estiveram na sua origem]

Hoje, enquanto lia Confessions of an Aca/Fan: The Official Weblog of Henry Jenkins: From YouTube to YouNiversity, relembrei o que me motivou a criar este blog: a possibilidade de um dia poder também eu dizer o mesmo que Henry Jenkins:
"Now all of our research teams are blogging not only about their own work but also about key developments in their fields. We have redesigned the program's home page, allowing feeds from these blogs to regularly update our content and capture more of the continuing conversations in and around our program. We have also started offering regular podcasts of our departmental colloquia and are experimenting with various forms of remote access to our conferences and other events."
Às vezes penso que este blog já não faz sentido e que apenas serve para me relembrar que tenho andado a falar para mim própria, durante todos estes anos. Há dias assim...

2007/04/23

Aqui ao lado... a Web2.0

A Fundación Orange vai lançar mais um livro. Desta vez a temática é dedicada à Web2.0 e o livro, à semelhança de outros que tem lançado, encontra-se disponível na sua versão digital :-)
"(...) analiza la evolución que supone para Internet la llamada web participativa, a partir de la aparición de nuevas tecnologías que han propiciado un cambio radical en las rutinas y en la actitud de los usuarios a la hora de sumergir se en Internet."

2007/04/22

fring - aplicação IM e VoIP para telemóveis


Cada vez gosto mais do meu N80. Ontem instalei e testei o Fring - Mobile VoIP application for cellular handsets, que me permite tirar partido das potencialidades do meu telefone. Nomedamente, no que diz respeito a contornar os custos com operadores móveis.

Ou seja, como o N80 me ofereçe a possibilidade de me ligar à rede sem passar pelo meu operador (ou seja sem gastos bárbaros de dados móveis), bastando ter acesso a um hotspot (wi-fi), para além de poder aceder e falar com todos os contactos reunidos num único interface de IM (Talk, MSN e Skype) posso também fazer telefonemas sem custos adicionais para os meus contactos.

Isto sim! Isto é tecnologia para a sociedade da informação, ou por outra, para todos aqueles que na sociedade sabem e querem utilizar novas tecnologias mas cujos custos de acesso (e de instalação) não representam uma barreira à sua efectiva utilização.

2007/04/19

Privacidade e Redes Sociais

Porque não basta dizer que os adolescentes de hoje são diferentes. É preciso compreender os novos contextos em que eles interagem, as redes que estabelecem e de que forma se expõem nesses espaços. Tendo em mente que os dados do relatório foram recolhidos nos EUA, vale a pena lê-lo com atenção. Entre outras questões pertinentes, ajuda a desmistificar alguns receios e fornece pistas para lidar com muitas situações, que passam muito pela educação quer dos adolescentes, quer dos seus progenitores, quer dos seus professores. Cá fica a referência e o sumário das principais conclusões.

Compreendê-los melhor, também significa que estaremos melhor preparados para os receber daqui por uns anos, quando ingressarem no mercado de trabalho e vierem trabalhar para as nossas organizações ;-)

Lenhart, Amanda and Madden, Mary. Teens (April 18, 2007), Privacy & Online Social Networks. Washington, DC: Pew Internet & American Life Project:
Teens, Privacy & Online Social Networks: Summary of Findings at a Glance
  • Many teenagers avidly use social networking sites like MySpace and Facebook, and employ a variety of tools and techniques to manage their online identities.
  • Teens post a variety of things on their profiles, but a first name and photo are standard.
  • Boys and girls have different views and different behaviors when it comes to privacy.
  • Older teens share more personal information than younger teens.
  • To teens, all personal information is not created equal. They say it is very important to understand the context of an information-sharing encounter.
  • Most teen profile creators suspect that a motivated person could eventually identify them. They also think strangers are more likely to contact teens online than offline.
  • Parents are using technical and non-technical measures to protect their children online.
  • More households have rules about internet use than have rules about other media.

2007/04/15

Interoperabilidade conta: Mojiti e Sribd

Videos online e Documentos. Não, não é mais do mesmo!

Mojiti, é diferente do YouTube e de outros pois permite a manipulação dos objectos através de um interface simples em linha, para além de permitir a sua disponibilização e integração em blogs, por exemplo (o que outros faziam). Possibilita também importar directamente videos disponíveis noutras plataformas (vejam a extensa lista). São características que mostram a tendência crescente de preocupação com questões de interoperabilidade centradas nos indivíduos:
"(...) personalize any video. Use Mojiti Spots to narrate your personal videos, add captions or subtitles in any language, or just comment on any scene to share your thoughts and opinions."
O Scribd, aparentemente mais um serviço que possibilita carregar ficheiros num servidor, aceita não só diversos formatos de carregamento (doc, ppt, xls, txt, pdf, ps e lit) como também oferece a possibilidade de escolher o formato pretendido, a quem quer fazer o download do ficheiro (pdf, doc, txt e mp3, sim mp3, embora só funcione para documentos em inglês) bem como embeber esses documentos, por exemplo em blogs, em Flashpaper (o que não trás novidade). Preocupa-me no entanto o facto de poderem ser carregados documentos sem a necessidade de um indivíduo se identificar (temo sempre pelos maus usos do anonimato e da preversidade com que, sob a capa da desresponsabilização, são utilizados).

Entre as diversas aplicações para o Scribd, lembrei-me de que poderá ser um útil contributo para a disponibilização de formulários, programas de eventos, informações sobre programas, etc., de uma forma simples e sem custos associados (e sem encher as caixas de correio com attachments ;-)

[Alterei exemplo a 16/Abril/2007] Exemplo: Slides de apoio de um workshop, realizado o ano passado, cujo objectivo foi a utilização dos blogs para ajudar a integração e gestão de informação no contexto de equipas de projecto:


IPs bloqueados no contexto Organizacional

Muitos devem ter histórias sobre o bloqueio de diversos IPs no contexto organizacional. E muitos também devem ter histórias de como contornam esses bloqueios ;-)

Como podem calcular (uma vez que este blog já é do conhecimento do local em que trabalho) não vou aqui explicar as minhas estratégias para contornar alguns desses bloqueios, mas achei que talvez fosse interessante trazer o assunto para a discussão de como esses bloqueamentos estão a impedir ganhos às organizações e de como se podem tornar em perdas em vez de ganhos:
  • Consulta de informação que não é considerada de trabalho - apesar de saber que muitos de nós não estamos sempre a pensar em trabalho (as barreiras entre trabalho e lazer estão cada vez mais diluídas), já passei por situações em que para 2 dos projectos em que trabalhei (eLIVE e RIAT Destino Digital) tive que pesquisar, durante vários dias, empresas do sector do turismo com presença na internet. Para um administrador de rede que não estivesse ao corrente do meu trabalho, e olhando apenas para os logs da utilizadora.monica seria levado a acreditar que eu teria estado dias a fio a programar as minhas próximas férias. Wrong, estava de facto a trabalhar (e ainda por cima sem tempo para férias). Só que, em organizações complexas e com muitos colaboradores é dificil conseguir conhecer em detalhe as tarefas que estão distribuídas a cada um.
  • Bloqueio de acesso a ferramentas web - tenho ouvido diversos relatos de organizações que barram o acesso a plataformas blog, de imagens, video e IM. Aqui na casa, e após o YouTube se ter tornado mais conhecido, este foi banido. Imagino que a decisão de o banir não tenha sido feita só porque sim mas gostava de dar exemplos sobre como isso pode ter consequências para a própria organização. Uma das primeiras questões prende-se com o facto de na nossa equipa estarmos a trabalhar com questões relacionadas com comportamentos e necessidades de informação num contexto que não pode ser alheio à emergência de novas tecnologias de informação, com uma grande componente delas baseadas na web (software social onde cabe também o YouTube) e por onde são disseminados trabalhos apresentados em eventos (a que nós não podemos ir pois não temos financiamento). Imagino que outras equipas dentro da nossa casa possam também ter interesse no YouTube para efeitos de trabalho por outros motivos. Outra das questões, prende-se com a disseminação de eventos públicos e de actividades cujos resultados devem ter a maior visibilidade possível, tanto mais porque foram feitos com dinheiros públicos. O que leva ao paradoxo de acusarem os Laboratórios de Estado de gastarem dinheiros públicos e de não darem a conhecer os resultados a um público mais vasto (donde, como muitos devem achar, não devemos produzir nada!)... situação que vem promovendo também a crescente utilização de publicações em revistas de acesso aberto (Open Access) em detrimento de revistas de acesso fechado (em que mais dificilmente os artigos terão o impacto que permita a sua citação e, como tal, a possibilidade de entrarem nas listas de artigos mais citados).
Não sou suficientemente naife para acreditar que todos nós utilizamos sempre estes recursos para fins de trabalho, mas só os podemos utilizar se tivermos acesso a eles e compreendermos através da nossa auto-formação que podem ter utilidade para contextos de trabalho. O que me leva a outra reflexão:
  • Se eu nunca tivesse começado a brincar (o que muitas vezes me foi dito ao longo dos anos) e a explorar as diversas ferramentas de que vou tendo conhecimento, algumas delas não estariam hoje a ser utilizadas no contexto em que trabalho. Ou seja: queremos que os nossos colaboradores sejam inovadores e proponham novas práticas de trabalho que fomentem a colaboração e tragam ganhos À organização, mas não queremos que eles explorem novas ferramentas e que conversem com outros que as estão a utilizar (Gregory Bateson chamou a isto double bind)
Mas aposto que têm exemplos mais interessantes do que estes. Querem partilhar relatos de situações em que o bloqueio de IPs traga ou possa trazer perdas às organizações?


2007/03/29

Comunicar Ciência em Portugal

II Encontro Comunicar Ciência em Portugal, agendado para 16 de Junho (um Sábado), no Instituto de Biologia Molecular e Celular, no Porto. Oradores convidados:


Encontro Linux 2007

À semelhança de anos anteriores, o V Encontro Nacional de Tecnologia Aberta deste ano (2007) vai ser no Auditório do Lispólis. Dia 19 de Abril, uma 5ª feira... possível encontro para os Asteriscos do Planeta ;-)


2007/03/23

Percepções

Como as minhas percepções podem não contemplar um leque suficientemente alargado e diversificado de situações, deixo um convite aberto e agradeço desde já a todos os que se queiram disponibilizar a responder a estas 4 questões. Podem também deixar ficar comentários adicionais nesta entrada :-)

2007/03/22

Como estão as empresas a utilizar a web2.0?

Estratégias para a Sociedade da Informação

Ainda há lugares para o debate com os partidos políticos sobre “Estratégias para a Sociedade da Informação”. Inscrições aqui (envio de email ou por telefone 212 949 606).

2007/03/20

Quanto vale uma opinião?

Com base na observação do Pedro Fonseca (CF&A), sobre uma aparente estabilidade nos acessos domésticos à internet, durante o ano de 2006, sobre os resultados apresentados pela Marktest, acrescento algumas observações que poderão ajudar a explorar terrenos que não estão a ser considerados e que podem levar a interpretações incompletas.

Numa primeira leitura ao gráfico disponibilizado pela Marktest (reproduzido a seguir), somos todos levados a concluir o que parece óbvio. Os acessos domésticos à internet, durante o ano de 2006, foram relativamente estáveis, havendo até uma pequena queda nos últimos 2 meses do ano.

Segundo informação disponibilizada pela Marktest, a recolha de informação por um painel de utilizadores recrutados, o NetPanel, é feita da seguinte forma:
"A actividade na Internet de todos os indivíduos do painel é acompanhada por um programa especialmente desenvolvido pela Marktest - Netpanel Online, previamente instalado nos computadores dos painelistas. A informação é registada de uma forma automática, e imediatamente enviada para a Marktest, onde é depois validada e processada."
O que acontece então, se ao longo do ano de 2006, foram adquiridos mais computadores para o lar, também eles com acesso à internet? O que acontece de cada vez que um computador tem que ser formatado? O que acontece quando nesses mesmos lares adquiriram dispositivos de acesso wireless (TMN, OPTIMUS, VODAPHONE, outros)?

Outro tipo de perguntas que podemos colocar: o que acontece em relação aos acessos no local de trabalho? Para o mesmo período, registou-se aumento? Poderá estar relacionado com o decréscimo de rendimentos das famílias? E de que forma é que estes valores podem reflectir um estilo de vida mais móvel?

Na secção de metodologia (que descreve a forma como são recolhidos os dados, com base em que critérios e, como tal, o tipo de conclusões que podemos extrair e que generalizações se podem fazer), encontramos descrições que nos podem levantar outras questões a ter em conta, quando apreciamos os resultados:
"O Netpanel representa os indivíduos com mais de 4 anos, residentes em lares do Continente, nos quais pelo menos um indivíduo tenha utilizado a Internet nos últimos dois meses no Lar. Por se tratar de um universo em rápida mudança, o seu tamanho e composição serão actualizados frequentemente, com base nos dados do Estudo de Base - Bareme Internet." [negrito meu]
Com que frequência está a ser este painel actualizado? Ainda reflecte o universo em estudo? Não encontrei dados no site para responder a esta pergunta.

A aparente credibilidade que se tenta dar aos estudos, através da utilização de dados quantitativos, não é suficiente para os tornar credíveis. Na correria dos quotidianos, quantos de nós vão absorvendo dados que tomamos pelo seu valor facial? Quantos de nós generalizamos o que não é passivel de generalização? Quantos de nós se dão ao trabalho de averiguar a credibilidade, os pressupostos, a metodologia dos mesmos? Quantos de nós, temos competências que nos permitam fazê-lo?

No entanto, todos nós somos livres de opinar e de veicular as nossas opiniões, por este (blog) ou outros meios, tal como eu fiz!

2007/03/15

Doing the obvious

Having a hard time to explain why you can't just think of the best tools available to say that your organization has a «blogging platform» (not even sure what they mean by that). Yesterday i was trying to explain that you need to see the «big picture» for being able to integrate blogging in the organization's information flow.

I've tried to explain that it is not about buying a server, it is not about installing a blog engine, it is not about controlling access.

Blogging is a tool but it is not about tools. Blogging is having a culture of sharing, and employees are not going to start sharing just because they have blogs (the ones that like sharing are very probably doing it already, either with blogs or something else). Blogging is about creating a culture where people do not fear to say what they think. Blogging is not about «build it and they will come». People need to understand what it is not working that blogging can help.

So why do you want blogging for? How do you see blogging in your organization's communication strategy (improve internal communication, integrate it with your KM efforts, foster good will in your environment, expand your networks, attract talent, all of them, other)?

Cause you know, to choose a blogging tool, you need to understand the organization so you can choose it according to the needs of the people that are going to use it.

If blogging for you starts and ends with a tool, maybe it's best you do the obvious: do nothing.

2007/03/14

Grupo não organizado a não substimar...

PS [26/Março/2007] - O Vitor descobriu o poder deste grupo não organizado. Ainda há quem não saiba quem é este grupo?

"Este grupo é muito mais poderoso do que a Mafia, do que o Complexo Militar-Industrial ou do que a Internacional Comunista. É um grupo não organizado, que não faz parte de qualquer associação, que não tem chefe, nem presidente, nem estatuto, mas que, todavia, consegue operar em perfeita sintonia, como se fosse guiado por uma mão invisível, de tal modo que as actividades de cada membro contribuem potencialmente para o fortalecimento e amplificação da eficácia da actividade de todos os outros membros. (...)

As páginas seguintes são antes o resultado de um esforço construtivo para investigar, conhecer e, se possível, neutralizar uma das mais poderosas e obscuras forças que impedem o crescimento do bem-estar e da felicidade humana."
Para ler páginas seguintes: Cipolla, C. M. (2002). Allegro ma non Troppo. Oeiras: Celta.


Desenvolver confiança organizacional com blogs

Paul Dwyer (2007), Building Trust with Corporate Blogs, International Conference on Weblogs and Social Media, USa, Colorado, March 26-28:
"By restoring a human face to a company’s self-presentation, blogging has been heralded as a paradigm shift in the way companies interact with customers. This study tests a model relating the content of an author's blog posts to readers' responses. It suggests that companies can use blogging to complement customer relationship management processes to the extent their customers exhibit an organic desire to commune by combining provocative informational content with expressions of benevolent intent. Such consumers respond well to these overtures, showing evidence of increased subject-matter involvement, liking and trust."

Análise da rede de blogs internos da IBM

Pranam Kolari, Tim Finin, Yelena Yesha, Yaacov Yesha, Kelly Lyons, Stephen Perelgut and Jen Hawkins (2007), On the Structure, Properties and Utility of Internal Corporate Blogs, International Conference on Weblogs and Social Media, USa, Colorado, March 26-28:
"While at the minimum blogs empower employees to publicly voice opinion and share expertise, collectively they improve collaboration and enable internal business intelligence. Though the power of blogs within organizations is well accepted, their properties, structure and utility has not yet been formally analyzed. In this paper, we study the use of blogs within a large corporation to reveal some of the interesting characteristics."
"We are now focusing our study on the network characteristics of internal blogs, specifically on how the more explicit social models of employee hierarchy interplays with those materialized through blogs and how blogs are enabling a flatter organization."

web2.0: linking people to machine to us

From The Machine is Us/ing Us (final version):

When we post and then tag pictures, we are teaching the machine. Each time we forge a link, we teach it an idea. Think (...)!

(...) rethink a few things...

... copyright
... authorship
... identity
... ethics
... aesthetics
... rhetorics
... governance
... privacy
... commerce
... love
... family

We'll need to rethink ourselves.
I'm adding: ... censorship & access!

You where right. It would, if only I could ;-)

2007/03/08

Mulheres e TIC = Oportunidades de carreira

Women's careers and ICT: An untapped potential:
"With Europe facing a skills shortage in this sector, we must encourage more women to study ICT subjects and to take up a career in this field, so as to increase capacity of the workforce and to tap into women's creative potential."
Entre outras iniciativas, e como prova dessa preocupação, a Comissão Europeia promove o Website IT Girls:
"A dedicated website acting as an information forum, highlighting the different activities going on in this area, and giving advice and information for young women considering ICT and companies which would like to know more or get involved."
Sorry boys, esta não é para vocês!... Podem contudo seguir as filmagens que foram feitas das 6 IT girls rumo a uma carreira de sucesso ;-)

2007/03/06

Ciência Partilhada, Livre Acesso e Blogs

Ferramentas que aumentam a dinâmica da publicação, tal como os blogs, trazem novas realidades no campo da ciência e da investigação, enriquecendo artigos e publicações que se tornam documentos vivos. Notícia a ler na integra:The New Science of Sharing
"(...) rapid, iterative, and open-access publishing will engage a much greater proportion of the scientific community in the peer-review process. Conventional paper-based scientific journals, meanwhile, will be augmented by dynamic publishing tools such as blogs, wikis, Web-enabled RSS feeds, and podcasts that turn scientific publications into living documents. Projects such as MIT's OpenWetWare are already doing this."

2007/02/28

Blogs e Boas práticas: envolver activamente colaboradores

Ojala, Marydee (2005). Blogging: For knowledge sharing, management and dissemination. Business Information Review, vol. 22(4), pp. 269-276:
"In a collaborative work environment, blogs bring significant benefits to enterprises willing to adopt the technology. Writers of blogs (...), can add to the sum total of knowledge for research projects, share industry and product knowledge, capture and disseminate pertinent news from outside the enterprise, and contribute valuable insights on specific subjects." (p.269)
"To succeed as a knowledge sharing instrument, blogs must be viewed as non-threatening. They should be the voice of the blogger, or bloggers, not a tool of management to influence behaviour. (...) As in the general web world, internal blogs should encourage active involvement rather than the passive receiving of information." (p.273)
"Blog technology fits particularly well with project teams. At Soar Technology Inc, making an engineering notebook available to all project participants made it easier for all team members to find information relevant to the project and to link to other relevant documents (...)" (p. 274)
Ver também respostas a um questionário que foi enviado o ano passado [a 200 pessoas, com 72 respostas completas, ver p. 2] e disponibilizado em Janeiro deste ano, com os resultados sobre boas práticas na utilização de Blogs, Wikis e Workspaces enquanto suporte a diversas actividades nas organizações - Blogs, Wikis and Workspaces - Best Practices Survey, by Forum One Communications :
"The survey answers reflect both the real-world experiences and collective wisdom of online community practitioners using these platforms. The results also provide the careful advice of users for those thinking about launching communities on any of these platforms."

2007/02/06

blogs e falsas expectativas

Os blogs organizacionais, têm que ter ainda mais cuidado para não gerarem falsas expectativas, pois a partir do momento em que enunciam o que é legítimo esperar do blog, estão a criar expectativas nos visitantes desse espaço:
Blog - Missão China 2007: "Neste Blog pode encontrar os comentários e opiniões dos elementos da comitiva oficial ao longo da Visita de Estado à China.
Este serviço está disponível entre 30 de Janeiro e 4 de Fevereiro de 2007."
Durante essa visita, contam-se 2 entradas no blog (datadas de 30 de Janeiro), que estão longe de justificar o enunciado.

Segundo Luís Santos, que acompanhou mais de perto os desenvolvimentos desse blog, as entradas estão datadas de 30 de Janeiro mas só foram disponibilizadas aos leitores a 2 de Fevereiro. Pode ser que terminada a visita, mais comentários venham a ser disponibilizados (o que não fará muito sentido, a acontecer, pois o editorial do blog dava conta que o blog estaria em vigor entre 30 de Janeiro e 4 de Fevereiro).