2006/05/30

Diversidade para uma cultura Europeia de Inovação

«Diversidade como motor para uma cultura Europeia de Inovação» é uma das sessões que vai ter lugar no Reboot8. Lee Bryant, Martin Roell e Ton Zijlstra, "are not aiming for a discussion in abstract concepts, but looking for a conversation on how diversity can be brought to play in all of our immediate working contexts". Questões que são colocadas e que se encontram abertas para respostas/sugestões (ver wiki criado para o efeito):

  • How to celebrate diversity [como celebrar a diversidade]
  • How to use it for innovation [como usar a diversidade para a inovação]
  • How to build working routines that expect/assume/work with diversity [como construir rotinas de trabalho que integrem/assumam/funcionem com a diversidade]
  • How can diversity help //you// in your daily work? [como pode a diversidade ajudar //te// no quotidiano profissional]
  • When (in what situations) would //you// like to be able to 'access' diversity? [quando (em que situações) gostaria (s) de 'aceder' a diversidade]
  • Where does //your work// lack diversity? [em que situações //laborais// faz falta diversidade]
  • What cultural traits are holding you back locally? [que características culturais te travam localmente]
  • What cultural traits from elsewhere would help you forward, and which possibility do you have to tap them? [que características culturais de outros locais ajudariam a ultrapassar e que possibilidades tens para as identificar]
  • Where would others benefit from your cultural traits? What other cultural traits would you be able to help balance. [em que situações as tuas características culturais ajudariam outros]
  • When do your cultural strengths turn into a pitfall, a challenge or an irritation? [quando é que as tuas vantagens culturais se podem tornar num flop, num desafio ou numa irritação]
Perdoem-me se a tradução estiver manhosa, mas acho este tema demasiado importante para que a barreira da língua o possa tornar invisível.
Para relembrar o trabalho de Hofstede, conforme dica sugerida no wiki, junto um pequeno excerto de uma dissertação de mestrado, com referência bibliográfica aqui ;-)

"Definir cultura como “a programação colectiva da mente que distingue os membros de um grupo ou categoria de pessoas face a outro” (Hofstede, 1997, p.19), interessa-nos aqui para evidenciar as suas implicações. A cultura não é herdada pelos indivíduos, mas adquirida pela sua exposição e interacção prolongada no meio em que vivem, apesar de não poder ser entendida como passiva. Uma das maneiras de visualizar essas implicações é considerarmos a cultura como uma esfera que nos envolve (Hofstede, 1997; Trompenaars e Turner, 1998) através da sua camada explícita, visível através de produtos e artefactos, atravessando camadas intermédias onde se encontram as normas, os valores e as práticas (símbolos, heróis e rituais), até ao seu centro onde se encontram os pressupostos básicos, implícitos, aqueles que, quando interrogados sobre a causa ou razão porque é que fazemos determinada coisa, não sabemos explicar. Fazemos porque, na esfera cultural em que crescemos, nos foi contado que é assim e também porque fomos observando e reproduzindo comportamentos (...).

Embora se possam agregar elementos característicos que ajudam a identificar traços de uma cultura, como é exemplo o extenso trabalho realizado por Hofstede, em diversos países (1997) e amplamente citado, estes resultados podem, muitas vezes, ser interpretados como fornecendo uma categorização homogénea de determinada cultura, acabando por funcionar como visão cristalizadora e como tal, reduzindo os traços do indivíduo à cultura a que pertence, pondo de parte os seus traços característicos, as suas idiossincrasias, originando o que é conhecido como estereótipos."


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2006/05/27

Web2.0 na agenda pública

Alertada por uma mensagem do Manuel J. Matos (Que Universidade?), tomo conhecimento que a Web2.0 vem de novo para a agenda pública pelas mãos de Jorge Nascimento Rodrigues (Suplemento Economia, Jornal Expresso, edição Nº1752, de 27/05/2006). Agora que é ele que o diz, talvez os nossos gestores levem a questão mais a sério:

  • Chegou a hora de «importar» para dentro das empresas o «software de socialização» baseado na Web (as ferramentas da Web 2.0)
  • Os empregados mais pró-activos já usam pessoalmente ou fora de portas estas ferramentas; o que falta é conquistar os gestores
  • Os blogues internos são fundamentais na gestão da mudança
  • As taxionomias criadas pelos próprios utilizadores são mais eficazes
  • Os «wikis» podem ser boas ferramentas de gestão de conhecimento
  • Os decisores terão de encontrar um equilíbrio entre as estruturas de informação e de conhecimento formais, impostas e centralmente geridas, e as que emergem da iniciativa colectiva dos utilizadores
Numa altura em que tanto de discute o modelo do jornalismo na actual paisagem de informação (Information landscape), cumpre relevar o papel do jornalismo na formação da agenda pública, traduzindo e divulgando ideias inovadoras.

PS [27/Mai/2006] - Ver comentário do Vitor Domingos, Software Social na Administração Pública, com "o input de gestão de um departamento de desenvolvimento".

PS [27/Mai/2006] - O Celso Pinto, que trabalhou na Siemens, também tem um comentário sobre a importância de sensibilizar os gestores para a importância da utilização de software social, dando especial enfoque ao trabalho em equipas de projecto.

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2006/05/25

Responsabilidade Social e o Terceiro Sector

No próximo dia 9 de Junho (6ªfeira), “Sala Polivalente” do Pólo Tecnológico de Lisboa, vai ter lugar uma conferência subordinada ao tema «A Responsabilidade Social e o Terceiro Sector: No desbravar de caminhos por um Portugal de oportunidades». Inscrição gratuita mas necessária através do email: secretaria-sede@apd.org.pt ou pelo telefone 213 889 883

Mais informações no sempre atento cidadão

2006/05/06

Blogosfera Espanhola a caminho do trabalho

Ontem, no caminho habitual para o trabalho, fiz a viagem na companhia de um novo livro. A IC19 nem parecia a mesma ;-)

Quando aqui coloquei um apontamento sobre o livro que iria ser editado em Espanha («La Blogosfera Hispana: pioneros de la cultura digital», pdf), sob a direcção de José M. Cerezo, não pensei que iria receber um exemplar físico do livro, cortesia da Fundação FranceTelecom Espanha, por recomendação de Fernando Tricas (Professor do Departamento de Informática e Engenharia de Sistemas, da Universidade de Zaragoza), autor que contribuiu com 2 artigos neste estudo.

E como o mundo se torna cada vez mais pequeno: só agora reparei, que também Fernando Garrido contribuiu com um artigo em colaboração com Gemma Ferreres, intitulado «Perfil do blogger Espanhol» (pp. 52-69)

Boas leituras de fim de semana para quem se interessa por blogs :-)

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