2006/06/10

blogs (e outros) nas intranets

Paul Chin (2006), The Value of User-Generated Content, Part 1 (2 e 3), e Corporate Blogs: Weapons of Crass Discussion? (todos disponíveis no Intranet Journal: building the corporate enterprise), tem uma visão curiosa sobre a introdução de conteúdos criados pelos colaboradores de uma organização, no que diz respeito à utilização de blogs (e outros, tais como wikis).

Não serão também os restantes conteúdos (pré-blog) produzidos pelos colaboradores? Não passam também eles pelo crivo editorial da organização? Porque não conceber a incorporação desses conteúdos, disponibilizados nos blogs, da mesma forma? A agregação e correspondente disponibilização de conteúdos já há muito tempo que é tratada dessa forma pelos indivíduos (os tais que são apelidados de bloggers). Porque é que as organizações não o fazem de acordo com os tais critérios organizacionais?

Parece-me que se trata de um falso problema de quem não conhece o que tem ao seu dispôr. Arranjam-se argumentos para não tirar partido do que a nível individual já se vai fazendo. Porque não existe capacidade de ouvir sem pré-formatação. Porque não pode ser assim tão simples (e é). Porque ainda não se conhecem todos os cenários (nem nunca se conhecerão). Porque a inovação é uma palavra (e não um processo).

As outras organizações, aquelas em que inovar é um processo contínuo, já o fazem: Andrew P. McAfee (2006), Enterprise 2.0: The Dawn of Emergent Collaboration, MIT Sloan Management Review, Vol. 47(3), pp. 21-28:

"The resulting organizational communication patterns can lead to highly productive and highly collaborative environments by making both the practices of knowledge work and its outputs more visible. Drawing on case studies and survey data, the article offers managers a set of ground rules for implementing the new technologies."

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