2005/09/24

weblogs no contexto organizacional

Talvez devido à aproximação do encontro de weblogs, tenho andado a ruminar nas questões que se prendem com a integração de blogs no contexto organizacional.

Das várias publicações e artigos que tenho mencionado aqui, e que vou guardando nos meus aqui, o Talking from the inside out fez-me reequacionar algumas questões. Nos vários desenhos mentais que fui concebendo para integrar os weblogs no contexto organizacional, parti de premissas erradas: não se trata de criar blogs organizacionais dentro das organizações e esperar/controlar o que os colaboradores/funcionários lá colocam. Para a maioria das pessoas isso significaria um acréscimo às suas rotinas diárias e, para aquelas cuja primeira experiência fosse o blog organizacional, poderiam nunca chegar a perceber a gratificação de estabelecer conversas numa escala global.

E se em vez de centrar a nossa atenção na implementação de weblogs dentro da organização, a nossa atenção fosse centrada em trazer pedaços dos weblogs para dentro da organização?

Ao ler as questões que a Lilia apresentava (aqui e aqui), em muito relacionadas com a sua experiência recente a estudar weblogs dentro da Microsoft, tudo se tornou mais claro: uma vez que a tecnologia de que dispomos já o permite, e com grande facilidade (ex: agregação de weblogs no P*), a ideia é trazer para dentro da organização os trilhos do que já existe:

Making traces visible

2 comments:

  1. Pois é. Problemas de SPAM nos comentários. É uma chatice.

    Mas não era sobre isso que eu queria colocar o comentário mas sim sobre a ideia dos "Planetas" ser uma boa opção para os weblogs organizacionais, com o qual concordo como forma de ligar as pessoas, mas que mantém as pessoas individualizadas e externas na mesma.

    Uma outra opção interessante que estou a começar a testar é o "social software" que parte exactamente desse principio das "relações pessoais" e que é extremamente interessante.

    Um exemplo bem conhecido é o CivicSpace (mascido na campanha Dean, USA) e que é uma "distribuição" baseada no DRUPAL e vocacionada para as comunidades e para o activismo e que é usada em centenas de projectos e um outro bem menos conhecido mas já usado em projectos tão interessantes como o International AIDS network project e que se chama AroundMe produzido pela Barnraiser.

    Até à vista.

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  2. É verdade! Eu que julgava que estava livre de spam, dado que este blog não é um blog de audiências, nos últimos dias tenho andado a apagar (manualmente) diversos comentários. São elaborados de forma a enaltecerem o ego e, talvez por isso, pensem que o post se irá manter... enfim!

    Quanto ao social software, tenho acompanhado diversas iniciativas e já fui dar uma vista de olhos nas que foram mencionadas.

    Nota-se que ao nível das ONG a sua proliferação (e utilização) parece quase ser uma extensão natural da sua cultura organizacional.

    Ao nível da organizações, a sensação com que fico, é a eterna barreira da resistência à mudança (que pode estar relacionada com o poder instituído... pois isto de dar «voz» aos colaboradores/funcionários/etc., parece que não faz parte dos canones da nossa gestão).

    Espero que o até à vista possa ser feito num dos próximos encontros

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