2008/05/20

Are we smart?

Será que já percebemos que podemos fazer a diferença? Será que apesar de toda a democratização no acesso à informação e de todas as tecnologias em rede de que dispomos, conseguimos perceber que podemos provocar mudanças com impacto económico?

A ideia é estupidamente simples, e não foi minha ;-) But... só funciona se as massas se mobilizarem! Esta diz respeito à subida dos preços de combustivel e de como se pode exercer impacto real, junto das principais gasolineiras, com vista a fazer descer os preços.

Deixar de meter gasolina não é solução. Como todos sabemos, nomeadamente a que diz respeito aos transportes, depende do consumo de gasolina e afins. No entanto, podemos é fazer boicote a uma ou duas das maiores gasolineiras.

Por exemplo, se todos deixarmos de ir à B P e passarmos a utilizar as restantes existentes no mercado, ao fim de pouco tempo esse distribuidor ver-se-á obrigado a fazer «algo» para voltar a atrair clientes. Tipo, descer os preços!

Será que somos stupid mobs?


2008/04/17

Experiências com blogs em laboratorios

Coles, S. and Carr, L. (2008). Experiences with Repositories & Blogs in Laboratories. Third International Conference on Open Repositories 2008, 1-4 April 2008, Southampton, United Kingdom, p. 2:
"The system is completed by the data discussion/analysis and report generation processes. Blog technology (5) has been employed to facilitate discussion and collaboration with respect to repository data by enabling ‘live copy’ type of transfer of data from the repository to the blog space."
Os autores fornecem o esquema do protótipo e a fase em que se inserem os blogs (diversos detalhes do prototipo encontram-se mais facilmente visiveis nos slides que acompanham a apresentação). Dos elementos fornecidos, destaquei os seguintes pontos fortes e pontos fracos:
  • Pontos fortes: reutilização dos dados noutros projectos que se vão construindo sobre o conhecimento anterior (acumulado), pesquisa cumulativa de dados e informação contextualizada, facilidade de encontrar dados e informação que de outra forma estariam dispersos pelos vários computadores pessoais de cada elemento da equipa, fomenta a noção de que o trabalho de investigação não é solitário e que se constrói em colaboração
  • Pontos fracos: resistência às mudança nos processos de trabalho e no sistema de publicação científica, restrições no acesso e na utilização de aplicações blog, grande diversidade de formato de ficheiros utilizados ao longo do processo de investigação

2008/04/16

Copia dos vossos emails noutro servidor?

Não sei se quem está a receber os convites se deu ao trabalho de ler How Xoopit Manages Your Data? Deixo apenas uma das questões (#3):
"We currently index and store a copy of your email on our servers so that we can help you discover new things lost in your inbox as we add new indexing features, like support for Facebook messages."
Apesar da minha curiosidade de experimentar tudo para melhorar a utilização da minha informação, não sei se estou disposta a dar cópia de todas as minhas mensagens do Gmail (este já as tem!) a outra entidade, recém criada e não afiliada com a Google, para ficar com a cópia de todas as minhas mensagens... e as dos meus contactos!

Esta aplicação, apesar de perceber o potencial para revolucionar a forma como nos relacionamos com o email, vai ficar posta de lado. Preservar os meus dados e a minha informação (e a dos meus contactos) vai prevalever sobre a minha (enorme) curiosidade de experimentar o Xoopit ;-)

2008/04/14

de ameaças a oportunidades

Numa entrevista a Tom Austin [via Lorenz], pela Fast Company, IT's Not about the Technology:
"Austin believes that social sciences will become more important to IT Departments than IT itself. (...) he explains why companies should worry less about blocking social networking sites like Facebook and MySpace and more about using social networking to enhance collaboration and productivity."

barreiras / pontos fortes / oportunidades / ameaças

Estava a umas dezenas de Km quando se deram as «3as. Conversas Unicer» em que foi debatida a «Blogosfera, um problema para as empresas ou um novo universo para as relações públicas?"

Apesar de não ter ido, tenho a sorte de viver numa altura em que me é possível recolher testemunhos do que por lá se passou (i.e. 0, 1, 2, 3, 4) bem como de encontrar o video das conversas disponíveis no local do evento (virtual, claro).

Com um painel de peso, não conhecia o orador principal (embora subscreva as TEDtalks), conheço e acompanho 3 deles: os autores dos 2 primeiros livros sobre blogs em Portugal e a responsável da plataforma de blogs da Sapo, com quem tive a oportunidade de conversar, pela única vez, durante a pausa para almoço, de um encontro de blogs que decorreu em 2006.

Penso que vem muito a propósito relembrar uma apresentação que fizémos nessa altura sobre as barreiras, os pontos fortes, as oportunidades e as ameaças dos blogs organizacionais (Blog SWOT Organizacional: artigo completo, slides da apresentação, quadro resumo das barreiras, pontos fortes, oportunidades e ameaças à utilização de blogs organizacionais).

A tal inevitabilidade dos blogs com que se rematava, ainda teria que esperar mais de ano e meio para se ver discutida no meio, não dos interessados por blogs, mas no seio das empresas que já usam Blogs para alimentar o seu fluxo comunicacional.

É bom ver que o enfoque mudou das abordagens e recomendações teóricas para começar a entrar na sua fase experimental em contexto organizacional e, com ela, a possibilidade de assistir às reais questões colocadas no contexto português à medida que se for generalizando a utilização de blogs organizacionais. Este sim, é o verdadeiro ponto de viragem local que permitirá a recolha de dados que elucidem as verdadeiras e reais questões que as empresas irão colocar(-se)/confrontar(-se).


2008/04/10

Indicadores para o pulsar digital

Encontra-se disponível a lista dos ranking 2007-2008 do "Global Information Technology Report", pelo World Economic Forum e INSEAD (acesso aos resumos e listagens dos rankings de anos anteriores e possibilidade de utilizar ferramenta de análise dos dados acumulados):
"(...) drawing upon several key indicators of the economy and technology readiness in a country. The Networked Readiness Index, a comparative and benchmarking framework that is the highlight of the GITR project, was developed at INSEAD in order to capture the state of the technology readiness in the 127 countries worldwide."
Outro dos relatórios anuais que vou acompanhando é o «e-readiness» pelo Economist e IBM (disponíveis na integra os relatórios de 2002, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007 e 2008):
"A country’s "e–readiness" is a measure of its e–business environment, a collection of factors that indicate how amenable a market is to Internet–based opportunities. Increasingly, it is also about how individuals and businesses consume digital goods and services."
Específico para o pulsar mundial da «Sociedade da Informação», encontra-se o "World Information Society report" de 2006 e 2007, cujos indicadores foram desenvolvidos e aperfeiçoados na sequência do World Summit of the Information Society (WSIS), em 2003. A grande diferença em relação a outros índices foi a introdução de ponderações na agregação de indicadores e a constatação da existências diferentes padrões de acesso à «sociedade da informação», em concreto no que diz respeito aos acessos por vias móveis, tais como redes wireless, telemóveis 3G, PDA, etc.


from: ITU (Junho, 2005). Measuring Digital Opportunity [DOI], p.5


Deixo aqui a estrutura do Digital Opportunity Index (DOI), em traços largos e para quem não estiver interessado em ler os detalhes existentes também nos relatórios:

Digital Opportunity Index (DOI) structure - categorias e indicadores
from: ITU (2006) World Information Society Report: executive summary, p.8 [available online - www.itu.int/osg/spu/publications/worldinformationsociety/...]

Por Portugal, e para indicadores mais específicos sobre a realidade portuguesa, vou-me alimentando do Observatório para a Sociedade da Informação e do Conhecimento (anteriormente seguia a UMIC e o INE), que vai disponibilizando diversos dados (empresas, governo e famílias) e também o seu relatório anual "A Sociedade da Informação em Portugal".


2008/04/09

Bloggers em Portugal , literacia e desafios na «sociedade da informação»

Na recente Newsletter n. 33 da Obercom, fiquei a saber que acabou de ser publicado um estudo realizado em Portugal para tentar descobrir quantos eram os bloggers (peço desculpa, mas recuso-me a utilizar a palavra «bloguers») em Portugal.

Pena só agora esta informação ser divulgada, com dados que se reportam a 2006. Como se pode facilmente perceber, e após o grande crescimento registado em 2007, estes elementos já pouca utilidade trazem a quem pretende utilizar os dados. Na história dos blogs, reflectem uma realidade distante. Um dos problemas com que nos deparamos nos estudos das «novas tecnologias», é que elas deixam de ser «novas» muito rapidamente.

Uma vez que a abordagem escolhida tomou os blogs como ferramentas, a realidade de 2006 está já muito distante da que temos hoje (simplificação das ferramentas, entrada de novos players no mercado português, disponibilização de interfaces linguisticos, integração com outras ferramentas publicação, etc). As próprias utilizações dadas aos blogs, são mais variadas dos que as que estão descritas do estudo. Nnão encontrei em nenhum local do relatório a referência aos blogs colaborativos. Em 2006 já muitos casos existiam (no sector da educação abundavam exemplos de utilização em diversos níveis educativos). Pena esta questão não ter sido antecipada para o questionário. É diferente eu responder que mantenho 6 blogs, ou que tenho 2 blogs e que participo/colaboro em 4. Outra situação pode ser a de quem respondeu que não tinha nenhum blog mas que colaborava nalgum.

Quanto à «blogosfera» não consegui detectar indícios para que se pudesse chegar a alguma conclusão (voltarei a ler o relatório mais atentamente). Como se define e com que indicadores se caracteriza essa «esfera»? Nem sequer sei se é uma questão pertinente. Da mesma forma que posso escrever um livro ou apenas lê-los, e não ser pertinente se pertenço à «livroesfera» ou deixo de pertencer. Parece-me mais relevante e pelos dados apresentados é possível, retirar algumas conclusões quanto a questões de literacia para a «sociedade da informação».

Como foi hoje e também diz respeito à «sociedade da informação», deixo aqui ficar o link para o estudo da APDSI, apresentado hoje de manhã, sobre "Os desafios da economia da informação» caracterizando o sector da informação, o mercado dos produtos e serviços, investimento, emprego, produtividade e distribuição do rendimento [se a aplicação de leitura para o documento não for detectada automaticamente pelo vosso sistema, escolham abrir em acrobat reader, PDF].